e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 21 Em 2024, o quantitativo total de poços perfurados em ambiente terrestre foi bastante aquém do previsto. O que se verificou é que, dos 131 poços perfurados em terra entre 2016 e 2024, 51 foram perfurados pela Eneva, evidenciando a elevada dependência do setor de exploração em terra ao desempenho de uma única empresa. Como em 2024, a operadora que melhor tem performado em ambiente terrestre não manteve o mesmo patamar de desempenho, isso afetou de maneira significativa o número de poços perfurados nesse ambiente. Nos últimos anos, aproximadamente 81% dos poços marítimos perfurados atingiram os reservatórios do pré-sal. Em 2024, essa tendência se manteve: dos sete poços perfurados em ambiente marítimo, cinco foram no play pré-sal. Esse direcionamento dos investimentos se explica pela relevância do pré-sal para a indústria petrolífera no país. De acordo com a ANP, a queda acentuada do volume de atividades exploratórias executadas nos últimos anos evidencia a relevância da implementação de ações visando impulsionar o desempenho do segmento de exploração. Em 2024, duas ações regulatórias foram conduzidas pela agência nesse sentido: foi dada continuidade à ação que resultou na resolução que trata do cumprimento do Programa Exploratório Mínimo (PEM) fora dos limites da área original e, adicionalmente, teve início uma nova ação regulatória, cujo objetivo é avaliar as medidas necessárias para a reformulação do PEM, considerando os avanços tecnológicos do segmento de exploração de petróleo e gás natural, os aspectos associados à descarbonização da indústria e os desafios para a melhoria do desempenho da fase de exploração. Número de blocos exploratórios O ano de 2024 terminou com 420 blocos exploratórios sob contrato, o maior número desde a criação da ANP. O avanço foi impulsionado pelo sucesso do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC) e pelo 2º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), realizados no final de 2023. Como consequência dos dois leilões, foram assinados 182 novos contratos em 2024, superando amplamente o recorde anterior de 67 contratos assinados em 2018. Ao final de 2024, o ambiente terrestre manteve a liderança em número de blocos, totalizando 278 blocos sob contrato contra 142 no ambiente marítimo. Em contrapartida, o ambiente marítimo concentrou 60% da área contratada, 107 mil km2, refletindo a maior dimensão média dos blocos no mar. No offshore, destacou-se a Bacia de Pelotas, com 44 blocos, sendo que desde 2020 não havia blocos sob contrato nessa bacia. Na sequência, a Bacia de Santos finalizou o ano com 32 blocos, seguida pelas Bacias de Campos, com 15, e Barreirinhas, com 11. No que se refere à área, a Bacia de Santos manteve a maior exten-

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