e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 23 são contratada no ambiente marítimo (29,0 mil km2), seguida pelas bacias de Pelotas e Campos. Em terra, a Bacia Potiguar liderou com o maior número de blocos sob contrato, 151, dos quais 104 foram assinados em 2024. Em seguida, as Bacias do Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo finalizaram o ano com 32, 28 e 26 blocos, respectivamente. No que se refere à área, a Bacia do Parnaíba manteve a maior extensão contratada onshore (33,5 mil km2), seguida pelas Bacias do Paraná e São Francisco. Declarações de comercialidade Entre 2016 e 2024, foram efetivadas 54 Declarações de Comercialidade, sendo 20 no ambiente marítimo, por cinco empresas operadoras de contratos, e 34 terrestres, por 12 operadoras. Do total, seis foram efetivadas em 2024. Os volumes in place (ou seja, o volume total de petróleo e/ou gás natural no reservatório) associados às declarações do período foram estimados em 17,7 bilhões de barris de petróleo e 357,3 bilhões de metros cúbicos de gás natural. Previsão de investimentos O Relatório Anual de Exploração 2024 também traz estimativas de investimentos referentes à fase de exploração, para o período de 2025 a 2028, com base nos Planos de Trabalho Exploratórios (PTE) enviados pelas operadoras à ANP. O PTE é o instrumento em que as operadoras especificam as atividades e os respectivos cronogramas e orçamentos para cada bloco sob contrato. A partir deste ano, o Relatório passa a apresentar os valores de previsões de investimentos em dólar, moeda adotada nos PTEs. Entre 2025 e 2028, estão previstos investimentos de US$ 2,33 bilhões na fase de exploração, sendo que US$ 1,55 bilhão, 67% do total, estão concentrados em 2025. No período, o ambiente marítimo deve absorver cerca de 94% dos recursos, correspondendo a US$ 2,20 bilhões; 6%, ou seja, US$ 0,13 bilhão, estão previstos para serem executados no ambiente terrestre. Essa distribuição segue o padrão dos últimos anos, refletindo o maior custo das atividades em ambiente marítimo. Atividades relacionadas a poços permanecem liderando os investimentos, com US$ 2,02 bilhões no período, seguidas pela compra de dados não exclusivos. Entre as bacias marítimas, Santos, Campos e Pelotas lideram a previsão de investimentos. No ambiente terrestre, destacam-se as bacias do Parnaíba, Paraná e Potiguar. Detalhando-se as previsões para o ano de 2025, dos US$ 1,55 bilhão previstos, 95% serão investidos no ambiente marítimo, com ênfase na perfuração de oito poços offshore, nas Bacias de Campos e Santos, além de outros 17 onshore, distribuídos nas Bacias do Parnaíba, Potiguar, Amazonas e Espírito Santo. n

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=