e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 77 Marcelo Souza de Castro, graduado em Engenharia Mecatrônica e doutor em Engenharia Mecânica, é diretor do Cepetro, da Unicamp. Escreve na Brasil Energia a cada dois meses. Marcelo Souza de Castro O museu norueguês e o possível futuro brasileiro do P,D&I Uma análise sobre o papel crucial da pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) impulsionadas pela indústria de petróleo. Modelos de sucesso como o da Noruega e os avanços no Brasil destacam a importância dos consórcios entre universidades e empresas, a formação de talentos e deeptechs para a criação de soluções inovadoras e a reindustrialização do país Na orla de Stavanger, na Noruega, em meio a edifícios de arquitetura tradicional, ergue-se o futurista Museu de Petróleo Norueguês. Logo na entrada, uma placa apresenta os patrocinadores: empresas produtoras de petróleo, prestadoras de serviços e companhias que nasceram pequenas, mas cresceram junto com a expansão da indústria nacional. Dentro do museu, uma linha do tempo mostra a trajetória do país: de simples exportador de peixe e um dos piores IDHs da Europa, a potência global com qualidade de vida invejável e um dos maiores fundos soberanos do mundo. Réplicas de equipamentos (alguns em tamanho real), miniaturas de sistemas de produção e até uma estação de trabalho de plataforma retratam essa história. Até os acidentes estão registrados, como memória para fortalecer a cultura de segurança e eficiência. Poucos quilômetros adiante, encontram-se a Universidade de Stavanger, o centro de pesquisas Norce - que opera uma plataforma de perfuração dedicada a estudos entre outras infraestruturas -, a diretoria de petróleo da Noruega (análoga à nossa ANP) e um polo de startups em ambiente colaborativo. O modelo se repete em Trondheim, onde a NTNU e o Sintef se integram em projetos que geraram empresas e softwares de uso global na indústria. Hoje, inclusive, companhias brasileiras participam de Joint Industrial Projects (JIPs) no Sintef em parceria com universidades e startups. Em Oslo e Porsgrunn, o mesmo ocorre com o centro de pesquisas IFE e as universidades locais que, junto às empresas, desenvolvem tecnologias incorporadas aos equipamentos e sistemas da exploração de petróleo. Esse ecossistema só se consolidou porque a Noruega estabeleceu a obrigatoriedade de investimentos em pesquisa vinculados à produção de petróleo. Essa política resultou na formação de profissionais qualificados em vários níveis, em uma educação básica de excelência, no fortalecimento de universidades e centros de pesquisa e no surgimento de startups que se tornaram multinacionais. Hoje, a mesma infraestrutura e capital humano atuam em novas frentes, como projetos de CCUS (exemplo: Northern Lights, o maior do mundo), combustíveis alternativos e tecnologias para produção e armazenamento de hidrogênio. Continue lendo esse artigo em: /petroleoegas/o-museu-norueguese-o-possivel-futuro-brasileiro-do-pdi

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