e-revista Brasil Energia 498

Brasil Energia, nº 498, 25 de setembro de 2025 81 Conteúdo oferecido por trazidos ao Congresso, em três eventos paralelos e na exposição. Foi a maior edição do evento organizado pelo IBP, com quase 11 mil participantes, crescimento de 32% em relação a 2023. Além de reunir 3 mil congressistas em debates técnicos, o evento ampliou em 43% sua área de exposição, onde se apresentaram mais de 100 marcas, e reforçou a agenda de integração logística e transição energética no setor. Realizado alternadamente nos anos ímpares com o International Pipeline Conference and Expo, de Calgary, Canadá, o evento brasileiro ganhou ainda mais projeção internacional com a presença de participantes vindos de 29 países e pela realização de uma sessão conjunta ao vivo entre brasileiros e argentinos participantes da Argentina Oil & Gas que acontecia ao mesmo tempo em Buenos Aires. O assunto deste encontro inédito, acompanhado pelo plenário nos dois países, foi Vaca Muerta e suas reservas, que excedem em muito a demanda nacional argentina. O país vizinho precisa construir caminhos para exportar sua riqueza e o Brasil precisa encontrar os meios de atender sua demanda com gás mais barato, para fortalecer sua indústria no plano global. O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, enxerga que o Brasil precisa acelerar investimentos em infraestrutura logística, especialmente na expansão da malha dutoviária, para garantir competitividade e segurança no abastecimento de combustíveis, e compara os cerca de 8 mil km de dutos de transporte brasileiros com os 600 mil km da rede dos EUA. “É por meio da rede de gasodutos e polidutos que conseguimos levar combustíveis e gás natural a preços mais competitivos, além de reduzir emissões ao retirar caminhões das estradas”, disse em sua entrevista à Brasil Energia. O IBP deve atualizar em 2026 o estudo elaborado com a Leggio, que em 2022 mapeou gargalos da logística brasileira e projetou investimentos superiores a R$ 100 bilhões no downstream. Ardenghy destacou que os debates regulatórios como tarifação e classificação de dutos podem destravar novos projetos e ressaltou a necessidade de soluções multimodais, combinando dutos, balsas, cabotagem e transporte rodoviário para atender diferentes regiões do país. No Centro-Oeste, por exemplo, a demanda crescente por diesel, biodiesel e etanol já coloca em pauta a construção de polidutos. Confira a seguir em texto e vídeo as principais apresentações e entrevistas realizadas na Rio Pipeline & Logístics. O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, comenta sobre as perspectivas de investimento no setor e as prioridades logísticas para atender a demanda crescente do país ASSISTA a vídeo-entrevista

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