Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 3 No início de outubro, a Petrobras promoveu na Bahia, com o peso da presença do presidente Lula, ministros, o governador e grande presença de trabalhadores, o anúncio de investimentos de R$ 2,6 bilhões no estado e a criação de 6 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos. A maior parte destes investimentos se destina à construção de seis barcos de apoio, possibilitando a reativação do estaleiro Enseada (Novonor) e a reabertura das Fafens baiana e sergipana. O evento também tratou da reativação do Canteiro de São Roque (Petrobras) como apoio ao desmantelamento de plataformas. Não houve qualquer anúncio sobre novos investimentos no E&P da Bahia. Em fevereiro, a Petrobras tinha assinado contrato com EBS e Conterp para perfurar 100 poços onshore em cinco anos, visando retomar a produção terrestre decadente de petróleo no estado, que de 38 mil barris/dia (2015) caiu para 21 mil barris/dia (2025). No momento em que a Petrobras prepara seu PN 2026-2030, volta à tona a questão de quantas fichas a companhia vai jogar no E&P da Bahia, onde seu site indica que trabalham 4,3 mil profissionais, produzindo 17 mil boed em 20 concessões. Isto significa um terço da produção estadual de 51 mil boed, em 77 campos produtores. De fato, o onshore baiano é hoje um dinâmico polo de exploração e produção de O&G, com 26 pequenas e médias empresas atuantes, e a decisão da Petrobras sobre o que fará com seus ativos terá grande repercussão local. A produção onshore no Nordeste é um microcosmo econômico particular e muito diferente do que o país produz no offshore. Ante as perspectivas de baixa prolongada do preço do barril, é possível que se acentuem algumas tendências já introduzidas no atual PN 202529, como a revitalização da Bacia de Campos, que de 500 mil b/d em 2020 pode voltar a produzir 1.000.000 b/d em 2028. Número tão superlativo quanto os investimentos projetados para a exploração na Margem Equatorial, na Bacia de Pelotas ou o Projeto Gás de Sergipe e contrastante com os números da Bahia. E, claro, tem o pré-sal. Depois da descoberta de Bumerangue pela bp e do anúncio de que começam os programas de revitalização na maior região produtora brasileira, fica claro que o PN 2026-2030 tem muita Escolha de Sofia a fazer. Na entrevista concedida à Brasil Energia em junho, a presidente Magda Chambriard ponderou que, em um cenário de preços contidos, a empresa avalia definir no próximo PN 2026-30 se mantem o ativo, terceiriza a operação ou desinveste de vez. “Temos que reconhecer também que existem empresas capazes de operar isso em benefício da sociedade brasileira”. O mercado aguarda. edição 499 sumário olá leitor, ÓLEO E GÁS 16 Projeto Búzios 12 movimenta o mercado 18 Pré-sal ganha fôlego com 3o Ciclo da OPP e ágios de até 251% 48 Primeiro óleo de Bacalhau marca grande investimento estrangeiro no Brasil 52 Petrobras quer ampliar exploração no Amapá NEGÓCIOS 25 Refino e embarcações de apoio ganham aportes de R$ 20 bi HIDRELÉTRICAS 38 Usinas na base da eletrificação com tecnologias limpas TRANSMISSÃO 42 Plano de outorgas 2025 prevê expansão e reforço de redes em todas as regiões DISTRIBUIÇÃO 74 Renovação de concessões promete atrair investimentos de R$ 120 bi 78 Como gerenciar a demanda imprevista
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