e-revista Brasil Energia 499

Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 65 A partir do entendimento expresso em seus posicionamentos corporativos de que o gás natural é o combustível da transição energética, a Petrobras segue antenada na perspectiva de expansão do seu atual parque gerador termelétrico de 4.902 MW, o que a coloca entre as dez maiores geradoras de energia elétrica do país. “A companhia avalia continuamente oportunidades de participação em iniciativas voltadas à expansão da oferta de energia elétrica, buscando manter a competitividade e a relevância de seu parque termelétrico no atendimento ao SIN”, respondeu a estatal à Brasil Energia sobre seus planos de ampliação dessa capacidade. É de conhecimento público que a empresa pretende participar do próximo leilão de potência (LRCap), previsto para março de 2026 em duas etapas, com novos 800 MW de duas térmicas a serem construídas no Complexo Boaventura, no Rio de Janeiro, além de 3.400 MW em usinas do seu parque existente. A resposta acima é protocolar, mas confirma a reversão do posicionamento manifestado no final da década passada, quanto a empresa cogitava transformar sua área de geração em uma empresa aberta para pulverizar seu capital em bolsa, nos moldes da privatização da BR Distribuidora. O projeto acabou não se concretizando, mas a empresa iniciou a alienação do seu parque termelétrico vendendo em 2021 as UTEs Arembepe, Bahia I e Muricy, totalizando 329 MW de capacidade, para o grupo Global Participações em Energia. As três usinas eram movidas a óleo combustível e estavam localizadas no Polo Petroquímico de Camaçari. Também em 2021 a estatal arrendou até 2030 para o grupo Unigel a UTE Termocamaçari, de 120 MW a gás natural, Termorio, de 989 MW, maior termelétrica do portfólio da Petrobras

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