Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 95 nenhuma utilidade adicional, para aumentar o aquecimento global. E, como mostram os dados, parte dessa energia também contribui diretamente com o abastecimento do sistema interligado. A térmica de 490 MW que aproveita os gases da antiga Siderúrgica do Atlântico, hoje Ternium Brasil, no Rio de Janeiro, gera um excedente de 200 MW além do que utiliza na sua planta para comercialização, principalmente, no ambiente de contratação regulado (ACR). A prática das siderúrgicas aproveitarem seus vapores para gerar a própria eletricidade não é nova no Brasil. Os dados da Aneel mostram que ela vem, pelo menos, desde 1981, quando entrou em vigência a autorização para funcionamento da UTE de 225,1 MW da CST, em Serra (ES), hoje uma das usinas do grupo ArcelorMittal no Brasil. Na época, praticamente todo o parque siderúrgico brasileiro era estatal, controlado pela Siderbrás. Com o processo de privatização realizado na década de 1990 e a posterior consolidação setorial em grandes grupos privados, esse movimento se acentuou, sendo a maioria das outorgas de autorização das termelétricas já deste século. “As primeiras centrais termelétricas [do grupo ArcelorMittal] foram implantadas em 1983, em Tubarão (ES), no início das operações da unidade, e outras quatro foram incorporadas ao longo das expansões produtivas”, explica Fabrício Assis, diretor de Produção de Gusa e Energia da ArcelorMittal, Unidade Tubarão. A ArcelorMittal tem capacidade outorgada de 590,4 MW. A térmica de 490 MW que aproveita os gases da antiga Siderúrgica do Atlântico (CSA), hoje Ternium Brasil, no Rio de Janeiro, gera um excedente de 200 MW para o SIN
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