e-revista Brasil Energia 499

98 Brasil Energia, nº 499, 27 de outubro de 2025 consumidor 40 MW, de 18,81 MW e de 63,15 MW, totalizando 121,96 MW. Apenas as duas usinas maiores estão operando, tendo como combustíveis os gases do processo siderúrgico e “um pequeno percentual de gás natural”, de acordo com a Ternium. Outras duas grandes empresas do segmento siderúrgico brasileiro possuem geração termelétrica própria expressiva, a CSN e a Gerdau Açominas. A CSN, em Volta Redonda, RJ, primeira grande siderúrgica do Brasil, inaugurada em 1941, possui duas térmicas: a CTE II, com potência de 235,2 MW (177,97 MW outorgados) e a TRT, de 21 MW, que utiliza gás de topo de alto-forno para gerar energia. A empresa explicou ainda que a TRT, embora conste da listagem de termelétricas da Aneel, não é propriamente uma térmica porque utiliza o conceito físico de “cinética dos gases” para gerar energia, em vez de queimar gases de processo, como acontece na CTE. A CST e a CSP, da ArcelorMittal, também produzem energia a partir de gases de topo de alto-forno. Outras térmicas completam o parque elétrico siderúrgico brasileiro. A Gerdau Açominas, de Ouro Branco, MG, tem uma térmica de 102,89 MW, enquanto duas siderúrgicas produtoras de ferro-gusa, etapa intermediária da produção do aço, geram um bloco menor. São a Vetorial Corumbá, de 10 MW, MS, e a UTE Viena, de 12 MW, em Sete Lagoas, MG. Esta última pertence à Siderúrgica Viena que em agosto anunciou a paralisação de sua planta de gusa mineira. n Unidade da Gerdau Açominas, em Ouro Branco (MG), onde está instalada uma térmica de 102,89 MW Foto: Divulgação Esta matéria é parte integrante da Série Especial “Termelétricas e Segurança Energética”, produzida pela Brasil Energia com o apoio de

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