e-revista Brasil Energia 500

18 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 Rubem Cesar Souza é engenheiro elétrico, mestre em Engenharia Mecânica, doutor e pós-doutor em Planejamento de Sistemas Energéticos, professor na UFAM e Unicamp. Escreve na Brasil Energia a cada dois meses. Rubem Cesar Boa Vista, última capital a se conectar ao SIN Um breve histórico do processo de interligação de Roraima ao Sistema Integrado Nacional, benefícios alcançados, expectativas e inquietações decorrentes da energização do linhão recém-construído Coautora: Maria Conceição de Sant’Ana Barros Escobar O Estado de Roraima, com seus 15 municípios, tem uma população de 738.772 habitantes (IBGE) - número mais do que o dobro da população recenseada em 2002 – e exibe um crescimento de demanda por energia elétrica de aproximadamente 11% neste ano, distribuída entre o sistema de Boa Vista e 12 municípios conectados. No dia 16 de setembro teve seu sistema elétrico integrado ao SIN, menos de três semanas antes de completar, dia 5 de outubro, 37 anos como unidade da Federação Brasileira. A odisseia da Integração Até 2001 o suprimento elétrico de Boa Vista e demais municípios era assegurado por termelétricas à diesel e uma pequena hidrelétrica. Neste ano, o estado passou a importar energia da Usina de Guri, na Venezuela, complementar à oferta do parque termelétrico e os diversos sistemas isolados a óleo. A EPE - Empresa de Pesquisa Energética realizou estudos para suporte à tomada de decisão quanto ao suprimento energético ao Estado de Roraima e, em 2010, por meio da Nota Técnica DEE-RE-047/2010-r0 recomendou a interligação de Boa Vista ao SIN, com a implantação da LT 500 kV Lechuga – Equador - Boa Vista, atravessando a Terra Indígena Waimiri Atroari e nove municípios dos estados de Amazonas e Roraima. Em setembro de 2011, o Leilão Aneel 04/2011, destinado a contratar serviços públicos para a construção, operação e manutenção de instalações de transmissão para Roraima se integrar ao SIN, teve como vencedor do Lote A o Consórcio Boa Vista, formado pela Eletronorte (49%) e Alupar Investimento (51%), que posteriormente constituiu a SPE Transnorte Energia S.A. Em 25 de janeiro de 2012, foi assinado o Contrato de Concessão 003/2012, que previa a conclusão do empreendimento em 36 meses e, no mesmo ano, foi aberto o processo de licenciamento ambiental junto ao Ibama pela Transnorte, porém somente em 2015 foi emitida a Licença Prévia. Em 2016, a LP foi suspensa em função das dificuldades associadas à travessia da Terra Indígena Waimiri Atroari, demandando atraso no restante do licenciamento e consequentemente na obra. Porém, com a Resolução nº 1, de 27 de fevereiro de 2019, o Conselho de Defesa Nacional – CDN reconheceu como de interesse da Política de Defesa Nacional a LT Manaus - Boa Vista, considerando-a alternativa energética de cunho estratégico para atendimento ao país. Continue lendo esse artigo em: /energia/boa-vista-ultima-capital-a-seconectar-ao-sin

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