e-revista Brasil Energia 500

Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 21 936 milhões estabelecido pela Aneel. Com o deságio obtido, a economia para os consumidores durante a vigência dos contratos somará R$ 11,5 bilhões. O certame se destinou à construção e manutenção de 1.081 km em linhas de transmissão e seccionamentos e de 2 mil MW em capacidade de transformação, além de sete compensações síncronas. Os empreendimentos se localizam em 12 estados: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo. O prazo para conclusão das obras varia de 42 a 60 meses, dependendo da complexidade da construção, com data limite para estarem concluídas em fevereiro de 2031. A expectativa é de que sejam criados mais de 13 mil empregos diretos e indiretos. Axia Energia investirá R$ 1,63 bi Com a vitória na disputa por dois lotes, a Axia Energia realizou propostas que somam R$ 138,7 milhões em receita futura, abrangendo os lotes 6 e 7, que receberão investimentos nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Norte. Os aportes da empresa totalizaram R$ 1,63 bilhão, o que equivale a 30% do montante de R$ 5,5 bilhões previsto para os sete lotes do certame. O prazo de implantação dos projetos varia entre 42 e 60 meses. Desde 2023, a empresa vem se destacando nos leilões de transmissão, com investimentos em curso que superam R$ 6 bilhões. Atualmente, a empresa opera cerca de 74 mil quilômetros de linhas de transmissão, o que representa 37% do total do Sistema Interligado Nacional (SIN). Especialistas destacam resultados Wagner Ferreira, advogado especialista no setor de energia e sócio do Caputo, Bastos e Serra Advogados, destacou que “o leilão de transmissão demonstrou mais uma vez a confiança no marco legal e regulatório do setor, com todos os lotes arrematados e com um deságio médio na ordem de 50%”. Segundo Ferreira, as linhas de transmissão arrematadas reforçam o escoamento de energia de renováveis em áreas que necessitam de ampliação da rede de transmissão. Ele acrescentou que o resultado foi um sinal muito importante ao mercado porque aponta para o compromisso dos agentes com a estabilidade e a segurança do setor. Para Diogo Nebias, advogado especialista em contratos de infraestrutura e sócio do Panucci, Severo e Nebias Advogados, o leilão de linhas de transmissão da Aneel é um termômetro de quão relevante é o investimento em linhas de transmissão atualmente. “Houve seis vencedores para os sete lotes e deságio médio de quase 50% na receita anual permitida (RAP) máxima. A concorrência foi acirrada”, destacou. Segundo Nebias, diante de um sistema com subcapacidade de escoamento de energia por fontes solar e eólica (excesso de oferta) e aplicação da bandeira tarifária vermelha em diversas regiões consumidoras, investir em linhas de transmissão tornou-se primordial. “É ferramenta para fortalecer o SIN”, destacou.

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