Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 27 Térmicas contribuiram com 10.849 MWmed para o suprimento do SIN no período de seca mais intensa, equivalentes a 13,87% da carga total do sistema | POR CHICO SANTOS | O reforço das termelétricas para fechar o balanço energético nacional no intervalo mais agudo do período seco, que vai de maio a outubro, foi o maior desde a crise hídrica de 2021, quando a geração térmica no período bateu todos os recordes, alcançando 17.694 MWmed, segundo os dados históricos da operação do ONS. Este ano a geração térmica entregou 10.849 MWmed no mesmo período. A diferença deste ano em relação aos 10.414 MWmed dos mesmos seis meses do ano passado foi de 4,2%, indicando que desde então a redução persistente das afluências aos reservatórios das hidrelétricas vem levando o operador a mobilizar a capacidade térmica disponível para assegurar o abastecimento e, ao mesmo tempo, permitir o máximo de preservação da energia mais barata armazenada. Os dados do ONS mostram que após a crise de 2021, quando as térmicas chegaram a gerar 19.371 MWmed em agosto, fechando o ano em 14.921 de média, os dois fartos períodos chuvosos de 2022 e 2023 permitiram fechar as caldeiras de grande parte do parque térmico do país. Naqueles dois anos, o reforço das térmicas de maio a outubro ficou em 8.284 e
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