Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 33 Entre as muitas aquisições feitas nos últimos dois anos e que a tornaram uma das principais geradoras termelétricas do Brasil, estão incluídas 12 UTEs da Axia (ex-Eletrobras), a Roraima Energia, o parque térmico a carvão de Candiota, RS (2024), sistemas isolados no Amazonas e no Acre e, mais recentemente, os 68% do capital total da Eletronuclear que pertenciam à Axia, tornando-se sócia minoritária da União no segmento de UTNs. Segundo Zanatta, o foco principal em térmicas – embora recentemente a Âmbar tenha comprado quatro pequenas hidrelétricas da Cemig – decorre de uma estratégia baseada na segurança energética que o SIN precisa para continuar expandindo as fontes renováveis intermitentes. “A gente acredita que as energias intermitentes são superimportantes, mas não dão segurança e foi pensando nesse balanceio que fizemos nossos investimentos em ativos termelétricos que são seguros e dão base para o sistema”, explicou, ressaltando a diversidade de fontes térmicas existentes no Brasil e nos países vizinhos, começando pelo gás natural. Zanatta disse que a Âmbar está atenta à necessidade de redução das emissões das usinas termelétricas, especialmente dos ativos a carvão e a diesel, e mostrou que os esforços neste caminho estão em andamento, paralelamente à expansão da capacidade instalada. O executivo citou o caso da UTE Uruguaiana, maior termelétrica da região Sul do país (640 MW), adquirida em 2021 e que, segundo ele, vem sendo transformada na primeira UTE a biodiesel do mundo, com a produção do combustível a partir de sebo animal. UTE Uruguaiana (640 MW), adquirida em 2021, vem sendo transformada para operar com biodiesel
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