Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 55 Conteúdo oferecido por Thiago de Oliveira Castro, diretor de Negócios e Projetos Offshore da Techint, destacou, em entrevista à Brasil Energia, que a carteira da Petrobras é "muito agressiva", com a expectativa de contratação de pelo menos dois FPSOs por ano nos próximos cinco anos. O investimento em revitalização da unidade visa prepará-la para encarar novos projetos com conteúdo local, replicando o sucesso da integração de módulos do FPSO P-76, projeto no qual a Techint conseguiu antecipar o primeiro óleo em quase 90 dias. A empresa está buscando parcerias com tecnólogos para oferecer módulos em modelos EPC (Engenharia, Suprimentos e Construção) completos, incorporando tecnologia no pacote de fornecimento. No entanto, o diretor alertou que, embora a Techint esteja pronta, a indústria nacional carece de mais estaleiros e unidades offshore aptas para modernização e para absorver o volume de módulos que a demanda exige. Além da modernização estrutural do canteiro, a Techint investe em capacitação de pessoal, mas reconhece que a mão de obra qualificada é um desafio no país. O Brasil, no entanto, é visto como uma "grande referência global" para o mercado offshore de FPSOs, e a atuação da Techint em projetos como o da P-76 em Pontal do Paraná, onde gerou mais de 9 mil empregos, demonstra o impacto social positivo que a retomada dos contratos trará. Empresa, que busca parcerias com tecnólogos para oferecer pacotes completos, alerta para a carência de estaleiros prontos no Brasil para encarar a forte carteira de projetos da Petrobras ASSISTA a vídeo-entrevista Exail aumenta investimento e vê crescimento acelerado no mercado brasileiro de óleo e gás A Exail, empresa global de tecnologia que atua nas áreas civil, militar e espacial, está com perspectivas “muito boas” de crescimento no Brasil, segundo seu diretor, Thiago Montanari. Em entrevista à Brasil Energia, Montanari afirmou que a empresa está “em uma crescente” e “aumentando a equipe” no país, impulsionada pela alta demanda por tecnologia no setor de óleo e gás. A companhia, que fatura globalmente 370 milhões de euros e dedica 20% desse valor a Pesquisa e Desenvolvimento, enxerga o Brasil como um mercado especial devido às operações em grandes profundidades no Pré-Sal, que exigem sensores de altíssima performance e precisão centimétrica. A Exail oferece sistemas de posicionamento acústico, navegação inercial, sensores de fibra ótica e tecnologia de sonar para mapeamento do fundo marinho. Um grande foco de crescimento é a divisão de autonomia e robó-
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