82 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 entrevista Gabriel Freire de escopo mais simples, mas que nos dá uma vantagem competitiva grande, não só pela mobilização das equipes, como também pelo conhecimento da infraestrutura global de cada uma das plataformas. Mas é com a Heftos que o grupo tem planos de entrar no descomissionamento? Ainda é preciso buscar financiamento para isso? Exatamente. O descomissionamento tem uma dinâmica de financiamento diferente. É um mercado muito interessante, porque tem uma barreira de entrada muito grande. Tem que ter não só o acervo técnico e a experiência que a Heftos tem. A gente vem investindo muito num ecossistema com parceiros internacionais para viabilizar o descomissionamento como um todo, até chegar no desmantelamento. Então, é necessário criar parcerias com portos e estaleiros, com o comprador da sucata na ponta final, com parceiros internacionais que tenham a tecnologia de descomissionamento das estruturas submarinas. A Heftos vem se preparando para isso desde que a gente comprou o controle dela. Esse é um mercado estratégico e interessante. A ideia é participar de qual segmento do descomissionamento? Todos, até o desmantelamento. Estamos esperando a Petrobras iniciar sua campanha para que a gente possa participar das oportunidades. No Complexo Boaventura, tem alguma construção envolvida? Tem construção e montagem eletromecânica. A parte de engenharia civil é pequena. A maior parte é montagem eletromecânica. É um escopo epecista amplo para a entrega das estruturas funcionando. A empresa tem interesse em participar também das licitações da Petrobras para a Refinaria Abreu e Lima? Não, mas por nenhuma razão específica. A gente está olhando um pouco para dentro de casa agora. A gente tem dois projetos muito grandes e importantes, para a Petrobras e para nós mesmos. Diante de tudo que a gente passou nos últimos meses, com relação à saída da Reag, reorganização societária, melhoria da estrutura de capital, a gente está focado em concentrar os esforços em executar os projetos no nosso backlog. A gente ainda tem a expectativa de expandir a Azevedo & Travassos Infraestrutura, mas em projetos que são mais greenfield, focados em outras áreas, por exemplo em geração termelétrica. É um escopo diferente e a gente busca, com isso, mesclar a nossa participação em diversos setores do mercado brasileiro de infraestrutura. São térmicas a gás? A gás ou a biomassa. São projetos avançados, com aprovação de financiamento e participação em equity já definida, mas ainda não podemos divulgar. A empresa possui quantos colaboradores atualmente? Para atender os contratos, já temos cerca de 200 colaboradores diretos, mas a gente estima que isso possa subir para 900, para 1,1 mil. Ao todo, o grupo já está com 4,5 mil colaboradores.
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