Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 83 Qual a sua visão sobre a política de conteúdo local? Eu, pessoalmente, acredito que qualquer protecionismo na economia, embora bem-intencionado sempre, termina tendo efeito nocivo no longo prazo, que é o mesmo efeito de tarifas, de qualquer reserva de mercado. Por outro lado, existindo a política de conteúdo local, ela tem que ser implementada de maneira inteligente. Não adianta exigir conteúdo local com uma complexidade muito grande e terminar criando uma reserva maior do que a capacidade local de entregar, porque isso cria um gargalo que inviabiliza o projeto ou faz do projeto menos eficiente. O tiro sai pela culatra. Não acho que seja o caso do descomissionamento, que tem tecnologia de fora. A Heftos vem trabalhando ao longo dos últimos anos exatamente para criar essas parcerias e se posicionar de maneira inteligente dentro das regras de conteúdo nacional, permitindo que as alianças estratégicas sejam viabilizadas atendendo as normas atuais. Como está o investimento em pesquisa e inovação? O investimento está concentrado principalmente na vertical de concessões. A gente tem importado tecnologia e feito parcerias. Principalmente para a Heftos, no descomissionamento de plataformas, a gente fez um trabalho amplo de parceria internacional envolvendo a importação de tecnologia e troca de conhecimento. Esse ecossistema da Heftos está bastante rico, preparado para atender à demanda do mercado de descomissionamento quando ele começar. Já na vertical de saneamento básico, a gente tem buscado implementar novas tecnologias e melhorar a experiência do usuário em tudo. Posso dizer, em resumo, que o grupo está muito antenado em incrementar as suas atividades com a agregação de novas tecnologias dentro de cada uma das atividades que a gente desenvolve. n ASSISTA a vídeo-entrevista completa no nosso canal do YouTube. Clique na imagem. ASSISTA a vídeo-entrevista completa no nosso canal do YouTube. Clique na imagem.
RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=