e-revista Brasil Energia 501

42 Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 Amazônia E por cabo subterrâneo, que seria, teoricamente, a solução, o alto grau de revolvimento dos leitos dos rios amazônicos, provocado pelas cheias tempestuosas, torna o cabo altamente suscetível a ser desenterrado e rompido por grandes detritos, como troncos de árvores. Outras cidades amazonenses como Coari e Tefé - respectivamente a primeira e segunda maiores cargas dos atuais sistemas isolados - estão com suas conexões desaconselhadas no curto e médio prazo, por falta de acesso terrestre e por estarem a mais de 300 km em linha reta da conexão do SIN mais próxima. Coari, próxima às reservas de gás de Urucu, é um dos cinco sistemas isolados abastecidos com gás natural e único com potência instalada superior a 5 MW (38,7 MW). Segundo a EPE, o gás natural é uma boa solução para as localidades na rota de gasodutos existentes. Uma exigência logística Para aquelas fora desses eixos, os custos de gasodutos ou estações de regaseificação no caso do transporte em barcaças tornam “limitada” a substituição do diesel por gás natural. A solução híbrida, combinando combustível fóssil com geração solar e baterias, proposta e bem-sucedida no último leilão de sistemas isolados do ano passado, é, nos padrões tecnológicos atuais, a alternativa mais viável para dar segurança ao abastecimento e inserir os sistemas isolados no esforço de transição energética. O potencial eólico da região é baixo, segundo a EPE, somente viável em A comunidade remota da Vila da Restauração (AC), de 750 habitantes, consome energia gerada por sistema solar híbrido com baterias instaladas pela Energisa Foto: Divulgação/Energisa

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