e-revista Brasil Energia 501

Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 45 Dois projetos, em SP e PR, embora inseridos em realidades distintas, convergem em um ponto central: demonstram que o biogás deixou de ser uma solução pontual para se afirmar como ativo energético estratégico | POR MARCELO FURTADO | A produção de energia elétrica a partir do biogás começa a ocupar um espaço cada vez mais estratégico no setor elétrico brasileiro, não apenas por seus ganhos ambientais, mas também por atributos técnicos capazes de contribuir diretamente para a segurança e a operação do sistema. Estudo da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás) estima que o potencial teórico nacional de produção de biogás alcance cerca de 77 bilhões de Nm3/ano provenientes principalmente de resíduos agroindustriais, da cadeia de proteína animal, do setor sucroenergético, do saneamento e dos resíduos sólidos urbanos. Convertido em eletricidade, esse volume poderia resultar, em um cenário moderado, em até 5 GW médios já em 2030, com geração distribuída próxima à carga, estável, programável e não sujeita à intermitência climática. Mas, além da escala, o biogás se diferencia por atributos eletroenergéticos raros entre as fontes renováveis. Por ser armazenável, despachável e modulável, Unidade Geradora de Energia Elétrica a partir do Biogás (UGEEB) da Urbam, com 1,6 MW de capacidade, é baseada no aproveitamento do metano gerado no aterro sanitário de São José dos Campos

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