Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 55 de como os reservatórios chegarão ao período seco, em maio. Hidrelétricas importantes do Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO) e do Nordeste tiveram intervenções em suas unidades geradoras (UGs) reprogramadas para março e abril. Foram os casos de Furnas e Marimbondo, no rio Grande, e Paulo Afonso 4 e Xingó, no São Francisco. “A perspectiva climática implica em grandes incertezas associadas às previsões meteorológicas”, diz um trecho da ata da reunião que avaliou a programação original das concessionárias de geração. As incertezas meteorológicas, de acordo com o documento, estão associadas às últimas previsões que indicam transição do fenômeno La Niña para a neutralidade até o final do verão. Na sequência, o texto diz que “o cenário mais provável é de precipitação entre normal e abaixo da média nas principais bacias do SIN, com maior imprevisibilidade para as bacias dos rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema, trecho incremental a UHE Itaipu e bacias do subsistema Sul”. Ou seja, apesar de as chuvas do final de janeiro terem servido de justificativa para a manutenção da bandeira tarifária verde em fevereiro, o horizonte dos últimos dois meses mais decisivos para os reservatórios, fevereiro e março, uma vez que abril já apresenta, historicamente, um cenário de transição para a seca, exceto na região Norte, é preocupante. Foi neste cenário que o operador reviu de fevereiro/março para a segunda quinzena de abril as obras na UG 8 da UHE Furnas e na UG 6 da UHE Marimbondo, respectivamente, a terceira e a primeira usina do rio Grande em capacidade instalada. Também foi reprogramada do final de fevereiro para o final de março o começo de um serviço na UG 6 da UHE Jupiá, no rio Paraná. No Nordeste, a intervenção na UG 3 da UHE Paulo Afonso 4, marcada para acontecer de 23/02 a 23/03, foi reproManutenção na UG 6 da UHE Marimbondo passou para a segunda quinzena de abril
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