e-revista Brasil Energia 501

Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 59 A produção das empresas associadas da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), somando hoje 17 grupos, encerrou o ano de 2025 com produção média de 364,3 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), com um crescimento de 22,8% em relação a 2024. Somente em dezembro de 2025, a produção atingiu 384,9 mil boed, alta de 48,1% na comparação anual, estabelecendo um patamar de saída (“exit rate”) 5,7% superior à média do ano — um sinal positivo para o início de 2026, caso o nível de produção se mantenha. Segundo a Abpip, o desempenho das suas associadas, que representam cerca de 80% da produção independente de O&G no país (excluindo majors e NOCs), reflete, sobretudo, a forte expansão da produção das suas associadas no estado do Rio de Janeiro, mas também avanços relevantes em outros estados produtores, reforçando o papel da produção independente na ampliação da oferta nacional de energia. “O resultado de 2025 confirma a maturidade e a resiliência da produção independente no Brasil. Mesmo em um ambiente econômico mais desafiador, os associados da Abpip ampliaram de forma consistente a oferta nacional de petróleo e gás, fortaleceram a base produtiva para 2026 e mantiveram uma contribuição relevante para a geração de empregos e renda nos estados produtores. É um desempenho que reforça a importância de políticas públicas e de um ambiente regulatório estável, capazes de sustentar investimentos e preservar a competitividade do setor nos médio e longo prazos”, afirma Marcio Felix, presidente da Associação. Segundo a entidade, no acumulado do ano, o Rio de Janeiro respondeu por cerca de 73% do crescimento total, adicionando aproximadamente 49,4 mil boe/d ao volume médio anual. Outros estados também contribuíram de forma relevante, com destaque para Maranhão, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Alagoas, enquanto o Amazonas permaneceu praticamente estável no período. Em dezembro, o ganho líquido de produção foi fortemente concentrado no Rio de Janeiro, refletindo ramp-ups relevantes ao longo do segundo semestre. Ainda assim, o resultado anual evidencia uma base produtiva mais ampla e diversificada, característica central da atuação dos produtores independentes.

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=