Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 63 O Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), e a empresa Dois A Engenharia e Tecnologia lançaram edital para investimentos de pesquisa na primeira planta-piloto de energia eólica offshore do Brasil. A expectativa, segundo o diretor do Senai-RN e do ISI-ER, Rodrigo Mello, é reunir diferentes empresas em um arranjo cooperativo multilateral para desenvolver soluções que respondam a questões técnicas e socioambientais sobre a atividade, ainda inédita no país. Concebido para o mar de Areia Branca, município do Rio Grande do Norte a 330 quilômetros da capital, Natal, o projeto prevê o desenvolvimento, a nacionalização e a validação de tecnologias e soluções de construção e logística para a instalação de turbinas eólicas offshore (no mar), adaptadas às condições da Margem Equatorial brasileira. O projeto visa captar parceiros interessados em desenvolver tecnologia nacional e soluções de construção e logística para fixação de aerogeradores em águas rasas, com até 70 metros de profundidade. Aproximadamente R$ 42 milhões em investimentos estão previstos na primeira etapa, que engloba projetos de engenharia e análises de condições de produção, com compartilhamento de riscos financeiros, tecnológicos e de conhecimento entre as empresas participantes. A primeira etapa deverá durar de 16 a 18 meses, a contar da assinatura do contrato com o grupo de investidores. A segunda etapa, por sua vez, englobará a chamada “engenharia final”, com atividades de construção, montagem, comissionamento, testes e validações. A planta-piloto foi o primeiro projeto de energia eólica offshore do Brasil a receber licença prévia do Ibama. Do ponto de vista socioambiental, o projeto segue avançando em etapas de diagnóstico social, ampliando a escuta das comunidades envolvidas e aprofundando a compreensão de suas percepções diante da atividade offshore, explica Mariana Torres, pesquisadora do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis que lidera a equipe envolvida nos estudos ambientais e socioeconômicos da planta-piloto. “Este é um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) que enxergamos como um marco para o nascimento da indústria de energia eólica offshore no Brasil e com a perspectiva de trazer muito mais do que respostas técnicas”, disse Mello. Segundo ele, a expectativa é o desenvolvimento de uma cadeia nacional de fornecedores e de conteúdo nacio-
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