Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 67 são de Atividades e Investimentos na Fase de Exploração dos contratos de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural. As informações enviadas pelas empresas consideram os anos até os quais elas possuem investimentos previstos em seus contratos para atividades exploratórias relacionadas ao Programa Exploratório Mínimo (PEM) ou ao Plano de Avaliação de Descobertas (PAD) ou atividades de descomissionamento. As previsões já contemplam os investimentos previstos em contratos relativos ao 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC5), assinados em 2025. Perfuração de poços é principal atividade De acordo com a ANP, a perfuração de poços é a atividade que mais impactará os investimentos previstos para o ano de 2026, com US$ 602 milhões projetados para a perfuração de 19 poços exploratórios. Isso representa 68% dos investimentos estimados para este ano. Somando a atividade de teste de poço exploratório, relacionada à avaliação dos poços exploratórios, esse valor poderá chegar a US$ 742 milhões (83% dos investimentos previstos para 2026). Do total dos investimentos previstos para 2026, 96% estão concentrados nas bacias marítimas. Para as bacias da Margem Leste (bacias marítimas de Pernambuco-Paraíba, Sergipe-Alagoas, Jacuípe, Camamu-Almada, Jequitinhonha, Cumuruxatiba, Mucuri, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas), o total pode chegar a US$ 658 milhões (74% dos investimentos totais previstos para o ano de 2026), destacando-se a perfuração de quatro poços exploratórios. Já para as bacias da Margem Equatorial (bacias marítimas da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar), está previsto o investimento de US$ 196 milhões (22% dos investimentos totais previstos para o ano de 2026), destacando-se a perfuração de um poço e conclusão de um poço já iniciado em 2025. As bacias terrestres contam com um montante de investimentos previstos para 2026 de US$ 34,5 milhões, distribuídos entre as de nova fronteira (Amazonas, Paraná, Parnaíba, São Francisco, Solimões, Mucuri e Tucano Sul), com US$ 23,2 milhões de investimentos previstos, e as maduras (bacias terrestres Potiguar, Sergipe, Alagoas, Recôncavo, Espírito Santo), com um montante de US$ 11,3 milhões. A ANP explica que as informações do Painel Dinâmico da Previsão de Atividades e Investimentos na Fase de Exploração referem-se somente à fase de exploração, que é a primeira dos contratos de E&P, sem incluir a segunda fase, a de Desenvolvimento e Produção. Por isso, as estimativas de investimentos estão sujeitas a atualizações pelas empresas detentoras de contratos de E&P. De acordo com a agência, os investimentos em exploração em 2025 chegaram a U$ 1,5 bilhão, sendo a maior parte – U$ 1,1 bilhão – na perfuração de poços. n
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