e-revista Brasil Energia 502

Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 117 HUB Sergipe: Eneva liderou o certame e vai reforçar sua presença no estado Considerando uma matriz de 230 GW, a entrada das novas UTEs amplia a participação da fonte termelétrica de 19,6% para cerca de 23,5%, expansão relevante se ainda combinada com a preservação de ativos existentes | POR MARCELO FURTADO | O resultado do LRCAP 2026 – que viabilizou 100 empreendimentos, investimentos totais de R$ 64,5 bilhões e deságio de R$ 35,5 bilhões – indica uma reorganização do parque de potência firme no Brasil, com três vetores: a consolidação do gás natural como eixo dominante, a preservação de usinas térmicas existentes estratégicas e a introdução ainda incipiente de soluções de transição, com contratações mínimas do biodiesel e do biometano. Nesse desenho, os leilões realizados em 18 e 20 de março não apenas ampliam a participação das térmicas na matriz, mas redefinem seu papel em um sistema cada vez mais dependente de flexibilidade operativa. Do total de 19,47 GW contratados, 15,2 GW vieram de térmicas a gás natural, 1,26 GW de carvão mineral e 501 MW das a óleo, diesel e biodiesel. A conta fecha com os 2,5 GW de ampliações hidrelétricas contratados. Mais relevante que o volume é a composição da contratação térmica: cerca

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