e-revista Brasil Energia 502

Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 121 já em operação, como Porto do Pecém I e II (CE), para 2027 e 2031, e Porto do Itaqui (MA), também para o produto 2031. Embora menos flexíveis, por levarem quase um dia para entrarem em operação integral, esses ativos apresentam custos operacionais menores em cenários de despacho prolongado, atuando como suporte em períodos de maior demanda. “O sistema é sempre despachado pelo menor custo total. Às vezes, uma usina que demora mais para entrar pode ser mais eficiente se permanecer operando por mais tempo”, afirma Adriana Oliveira, da Thymos Energia, para quem a contratação dessas térmicas fez muito sentido para o sistema. Já o segundo leilão, realizado em 20 de março e voltado a óleo combustível, diesel e biodiesel, teve participação marginal, com apenas 501 MW contratados, sendo cerca de 80% em óleo e diesel e 20% em biodiesel. Entraram projetos como Petrolina (PE), Canoas Diesel (RS), Xavantes Aruanã (GO) e Termoceará Diesel (CE), com contratos de três anos, além de Petrolina Bio (PE) e UTBio Xavantes (GO), únicas contratadas para biodiesel, com início em 2030 e contratos de dez anos, em modelo de conversão das usinas existentes que operam com fóssil. Apesar da sinalização de transição energética, a contratação de biodiesel ficou bastante aquém do esperado: cerca de 90 MW, com as duas usinas, frente a aproximadamente 3 GW cadastrados. Na avaliação do diretor da ePowerBay, André Felber, o resultado está diretamente ligado ao desenho do leilão. Realizado após a contratação da maior parte da necessidade sistêmica no certame principal, o segundo leilão operou com baixa demanda e maior competição relativa entre poucos projetos. n Subestação Pecém: junto com Cauípe e Fortaleza, as três SEs no Ceará somam 4,5 GW de capacidade de escoamento disponível Foto: Divulgação/Pecém

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