Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 31 “O biometano possui um papel estratégico para a Necta, para o setor e para as metas de descarbonização de São Paulo, seja pelo potencial de redução de emissão de gases de efeito estufa, seja pelo potencial de produção e ampliação da oferta de gás (renovável) no estado”, afirmou à Brasil Energia o CEO da Necta, José Eduardo Moreira. No início da operação de Presidente Prudente, a empresa investiu R$ 30 milhões para construir 65 km de gasoduto. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Usina Cocal, que desembolsou R$ 150 milhões na planta de biogás. O gasoduto da Cocal foi a solução mais econômica encontrada pela distribuidora comparado a um ramal puxado do Gasbol. A Usina da Cocal tem capacidade de 27,1 mil Nm3/dia e produz o biometano a partir do processamento de resíduos da cana-de-açúcar (fonte: ANP). O projeto deu tão certo que a Necta continua prospectando novos mercados em sua área de concessão. Neste mês de abril finaliza chamada pública para a interconexão de plantas produtoras de biometano à sua rede no Noroeste Paulista. Mais caro que o gás de origem mineral, o biometano também sofre com a queda da demanda, apesar da sua compensação ambiental para as indústrias que buscam atender os escopos 1 e 2 do Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG). No quinquênio de 2021 e 2025, o volume comercializado pela Necta caiu 8% de 310,6 milhões m3 para 285,1 milhões m3. Considerando a densidade na rede da distribuidora no mesmo período, o índice recuou de 250 mil m3/km para 190 mil m3/km, queda de 24% (fonte: Abegás). Gasoduto exclusivo da Necta liga a Usina Cocal, em Narandiba, ao mercado consumidor industrial, em Presidente Prudente Quem é fonte nesta matéria JOSÉ EDUARDO MOREIRA, CEO da Necta
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