36 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 Especial Gás e Biometano 1.306 que tinha há cerca de 20 anos. Enquanto o segmento residencial sustentou o crescimento em atendimentos, o segmento industrial respondeu pelos saltos no volume para cima ou para baixo. Para Gavazza, o crescimento requer, além da expansão, estratégias para a diversificação do uso do gás e o adensamento das áreas onde a Bahiagás atua. Biometano no Oeste e no Norte O estado é servido por uma rede de transporte de 1.200 km da TAG (maio/25), que se estende próxima ao litoral e distante, por exemplo, quase 1.000 km do município de Luís Eduardo Magalhães, um dos pontos focais do Plano Diretor de expansão da companhia. Para chegar lá, o gás terá que ir de modal rodoviário em volumes que compensem tamanho deslocamento e a preços que possam competir com a biomassa. Mas o Oeste baiano, especialmente o chamado Além São Francisco, é uma região de intensa atividade agropastoril e de grande potencial de produção de biometano e por isso a distribuidora está levantando com produtores rurais e indústrias regionais o potencial que o gás renovável pode significar para seus planos de expansão. Em entrevista à Brasil Energia em março, o assessor de Tecnologia de Gás Natural da distribuidora, Magno Bernardo, confirmou que o biometano tem papel estratégico para a interiorização da rede da companhia nas chamadas “regiões autogeradoras”, capazes de produzir o biometano para consumo próprio. Além do Oeste, o assessor da Bahiagás disse também que há grande potencial no Norte da Bahia, onde há um polo de produção sucroalcooleira. Duas outras estratégias visam levar o gás da costa ao Oeste do estado. Uma tem como destino a cidade de Vitória da Conquista, cidade com quase 400 mil habitantes, onde uma rede local de 58 km, quando totalmente construída, vai poder operar com GNC e GNL fornecido pela Bahiagás. Com o mercado desenvolvido, a estratégia evolui para a construção de um gasoduto, ligando Jequié a Vitória da Conquista. Gasoduto Sudoeste A segunda estratégia é o Gasoduto Sudoeste, com 306 km entre Itagibá e Brumado, que quando concluído vai atender 12 municípios baianos. O gasoduto de 10” tem capacidade para 600 mil m3/dia e se ancora basicamente no pólo minero-industrial de Brumado (70 mil habitantes). A expectativa era que as obras terminassem no ano passado, mas problemas na construção acabaram atrasando o cronograma. A obra foi dividida em três trechos e os dois primeiros já estão prontos, segundo Gavazza. No momento desta reportagem, alguns problemas operacionais eram resolvidos: “Nós temos o primeiro trecho de 73 km, de Itagibá a Jequié. Ele tem 9 km que estão sob observação para detecção de vazamentos antes de dá-lo como completamente operacional” disse o presidente da distribuidora. Quem é fonte nesta matéria LUIZ GAVAZZA, presidente da Bahiagás
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