Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 79 Conteúdo oferecido por O crescimento do evento reflete diretamente o aquecimento econômico da região Norte, que desponta no radar das indústrias como uma nova e promissora fronteira de investimentos no país. Diretamente da sala das rodadas de negócios, Glauco Nader, CEO da Dinamus — empresa especializada na metodologia de aproximação entre oferta e demanda —, avaliou o cenário dinâmico desta edição. Em entrevista, Nader destacou que as negociações ultrapassaram as fronteiras do setor tradicional de óleo e gás, englobando toda a cadeia produtiva e integrando novos e importantes players de áreas como mineração e energia, incluindo a entrada estratégica de gigantes da eletromobilidade. Principais trechos da entrevista: • Diversificação além do Óleo e Gás: Além de conectar toda a cadeia de empresas tradicionais — de exploração e produção a distribuição —, coGlauco Nader, CEO da Dinamus, detalha a diversidade das empresas compradoras no evento, o interesse crescente de fornecedores nacionais e a expectativa de movimentar dezenas de milhões em acordos na região Norte ASSISTA a vídeo-entrevista Rodadas de negócios atraem de mineradoras a fabricantes de baterias re em municípios carentes gera um impacto rápido e transformador por meio de royalties e investimentos, elevando a arrecadação, o PIB e a renda per capita da região; • O gargalo logístico na Amazônia: Diferente de regiões litorâneas com portos e aeroportos próximos, a atividade de exploração no Amazonas e no Amapá ocorre em locais muito distantes e de difícil acesso. A necessidade de viabilizar essas operações tem atraído novas empresas de logística, portuárias e aduaneiras que buscam oportunidades de se instalar e criar bases operacionais nessas áreas para destravar o desenvolvimento; •Transição e descarbonização: A descarbonização é vista como um caminho sem volta e que já está em andamento. Aline argumenta que o setor de óleo e gás atua como o maior financiador dessa transição energética, com fortes investimentos em biocombustíveis, fontes renováveis e mitigação de impactos ambientais; • Segurança energética e impacto geopolítico: As recentes crises e guerras no exterior evidenciam a importância de manter a exploração nacional. Com o impacto em refinarias estrangeiras e o encarecimento de derivados — como o diesel e os fertilizantes agrícolas —, manter o setor produtivo e explorar as reservas do Brasil tornou-se uma questão de segurança energética, protegendo o mercado interno de choques externos e garantindo a geração de riqueza para o país.
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