e-revista Brasil Energia 502

EVOLUÇÃO DA EXPANSÃO INDICATIVA NO CENÁRIO DE REFERÊNCIA Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 93 Embora o sistema como um todo também cresça de forma significativa no período, a expansão térmica mantém trajetória proporcionalmente superior à de outras fontes despacháveis, reforçando sua centralidade no planejamento. A expansão confirma que, mesmo em uma matriz amplamente renovável, a capacidade térmica será ampliada como principal fonte despachável de sustentação da confiabilidade do sistema. Potência firme A projeção do PDE para chegar ao parque térmico de aproximadamente 45 GW em 2035, com o acréscimo de 25 GW, se funda em quase 19 GW de novas usinas a gás natural — sendo 11.711 MW em unidades flexíveis e 7.246 MW em inflexíveis. As térmicas a biomassa acrescentam cerca de 3,7 GW, enquanto projetos a biogás e resíduos sólidos urbanos somam pouco mais de 1 GW adicionais. A tendência também prevê a modernização de 8.689 MW por meio de retrofits, incluindo conversão e adaptação de usinas existentes. Os investimentos associados indicam a centralidade dessa rota. As térmicas a gás flexíveis somam estimativa de R$ 52,7 bilhões, enquanto as inflexíveis representam R$ 39,9 bilhões, valores que evidenciam a aposta do planejamento estatal em capacidade despachável como “seguro” do sistema. Destaca-se, segundo o documento, uma retomada da demanda termelétrica máxima a partir de 2026, reflexo da reintegração de alguns empreendimentos que voltam a apresentar previsão de consumo após sua saída em 2024, como as usinas de Seropédica, TermoPernambuco, TermoRio, Canoas e William Arjona, que passam a compor novamente o cenário de demanda a partir de 2026 e 2027. Segundo o PDE, a expansão térmica responde ao aumento dos requisitos de potência firme e flexibilidade operativa, que crescem à medida que fontes inter-

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