Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 29 Segundo a EPE, essa condição de proximidade do final da outorga “impacta diretamente seus investimentos [dos agentes], dada a incerteza quanto aos recebíveis relativos a intervenções mais relevantes”. Ainda segundo o texto, nada menos que 20% das UHEs com outorgas vincendo até 2035 integram o grupo que compõe a folga de potência monitorada (FPM), que é uma espécie de reserva segura do ONS para necessidades de respostas em tempo real, um indicador claro da importância delas para o Sistema. A EPE ressalta que este problema do descasamento entre o término das concessões e as oportunidades de investimentos não é exclusivo do Brasil e atormenta planejadores de outros países como França, Estados Unidos e Portugal. Segundo a empresa, países como Canadá, Itália, Noruega, Suécia, Suíça e Áustria têm aproveitado essas situações para encaixar, nas renovações, obrigações de melhorias que promovam “ganhos de eficiência e investimentos físicos” geradores de melhorias. No caso brasileiro, a EPE vê maior complexidade nesse esforço para harmonizar renovação de concessões e novos investimentos, dada a heterogeneidade das regras em que se enquadram as concessões, conforme demonstrado em estudo feito em 2022 pela FGV. Obstáculos à parte, a EPE celebrou como “grata surpresa” nos resultados do LRCAP de março o fato de a usina Segredo, da Copel, ter sido uma das cinco UHEs vencedoras do leilão. Segredo não está entre as 12 usinas com “poços” prontos para ampliações que constam daquele estudo de 2019. A geradora vai construir uma casa de força nova para incorporar duas UGs que não estavam no projeto original, aumentando a capacidade da usina de 1.260 para 2.526 MW. Na avaliação dos técnicos da empresa de planejamento, o fato “evidencia que as usinas do país podem ter mais capacidade a agregar ao SIN”. (Por Chico Santos) UHE Estrela, de 48 MW, em construção conjunta com PCH Tabocas: usinas estão localizadas no rio Verde (GO) e chegaram ao pico das obras em janeiro
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