6 Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 entrevista Ricardo Vianna O Brasil será um hub de reciclagem O presidente do novo estaleiro que está surgindo no Norte Fluminense disse acreditar na criação de um mercado perene de desmantelamento de grandes embarcações. O BR Offshore está de olho também no apoio offshore e na geração eólica marítima | POR FERNANDA NUNES | Em fase de finalização do projeto executivo, o estaleiro BR Offshore nasce em Quissamã, no Norte Fluminense, como uma promessa no segmento de reciclagem de grandes embarcações, sobretudo FPSOs. No fim de março, foi lançada a pedra fundamental. Alguns contratos já estão sendo negociados, inclusive para que a área seja utilizada também como base de apoio offshore, como antecipou o presidente da empresa, Ricardo Vianna, em entrevista à Brasil Energia. O projeto é de longo prazo. Num primeiro momento, a ideia é aproveitar a reativação da Bacia de Campos. Mas até mesmo o declínio será bem-vindo, já que o carro-chefe da BR Offshore é o desmantelamento de grandes embarcações no final de vida útil. No futuro, será a vez de agregar o apoio à geração eólica offshore ao portfólio de negócios. O investimento previsto, inicialmente, é de R$ 850 milhões. O começo das obras da primeira etapa está previsto para este ano e a conclusão, para 2028. “Se houver um novo declínio da Bacia de Campos daqui a cinco ou dez anos, vai ter a eólica offshore entrando. A nossa instalação está olhando para o mercado de 30 a 35 anos. Nesse período, o mercado de reciclagem de embarcações deve ser perene e crescente, dado a falta de instalações de reciclagem capazes de absorver a demanda”, afirmou Vianna. Veja os principais trechos da entrevista:
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