Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 63 em Sergipe, e gerar 28 mil empregos diretos e indiretos. Apenas no descomissionamento, a Petrobras vai gastar R$ 12 bilhões. A maior parte do dinheiro, 70%, vai ser usada no abandono de poços e o restante, na retirada de equipamentos. Por serem fixas, as plataformas não serão reaproveitadas, apenas alguns equipamentos. Todas elas vão ser desmanteladas. A licitação do descomissionamento é esperada para 2028, para que a retirada da estrutura metálica seja iniciada no ano seguinte. A Petrobras ainda estuda se vai lançar editais com pacotes de descomissionamento ou se vai optar por bids individuais, por unidade. O certo é que a mesma empresa ficará responsável pela engenharia, preparação, remoção e disposição da plataforma descomissionada. SEAP No projeto de Sergipe Águas Profundas (SEAP), a Petrobras vai investir R$ 60 bilhões nos próximos cinco anos. O dinheiro vai ser gasto, principalmente, na construção e operação de dois FPSOs - SEAP I e II - e na construção de uma rede de 134 km de gasoduto de escoamento para transportar o gás até a costa. A expectativa é de que a Petrobras assine o contrato com a SBM em junho, para construir e operar as duas plataformas por um período de seis anos e meio. As negociações entre as duas empresas já foram concluídas. O conteúdo local das unidades é de 30% e 40%. Cada plataforma terá capacidade de produzir 120 mil barris/dia de petróleo e, juntas, vão extrair 22 milhões de m3/ dia de gás natural, dos quais 18 milhões de m3/dia serão oferecidos no mercado interno. A expectativa é de que o gás de Sergipe componha o portfólio da empresa a partir de 2031, quando outras fontes fornecedoras, como a boliviana, já estiverem em declínio. n Plataforma PA-38 , contratada para atividades de descomissionamento de poços no campo Guaricema, em águas rasas da Bacia de Sergipe
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