e-revista Brasil Energia 503

Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 67 José Almeida dos Santos José Almeida dos Santos, geólogo-UFRJ, é consultor na área de energia. Escreve na Brasil Energia mensalmente. As bacias das Guianas e da Margem Equatorial A descoberta de petróleo e gás em águas profundas da bacia da Guiana, Suriname e Guiana Francesa traz esperança sobre o potencial nas bacias da Margem Equatorial Brasileira. É possível que haja analogias com as bacias vizinhas. Somente a continuidade da exploração permitirá essa constatação Coautores: Bruno Leonel e João Figueira O êxito da Bacia da Guiana foi derivado inicialmente do interesse por analogias com a contraparte africana, com base nas expressivas descobertas de óleo leve dos campos de Jubilee (poço Mahogany-1, 2007) e Tweneboa (2009), operados pela Tullow nos blocos de águas ultraprofundas Tano e West Cape Three Points, na Bacia de Tano, em Gana. Importante notar que são trapas estratigráficas, em ambiente de talude, cujos reservatórios são arenitos turbidíticos do Cretáceo Superior. As rochas geradoras do prospecto Jubilee são do Cretáceo Superior, Cenomaniano-Turoniano. O mapa a seguir foi apresentado pelo gerente de exploração da empresa Tullow, Robin Sutherland, sob o título “Beyond Ghana” no evento 2010 Capital Markets Event Ghana, ao destacar que margens passivas com geologia semelhante se desenvolveram em ambos os lados da região do Atlântico Equatorial. E que armadilhas estratigráficas análogas foram identificadas na Bacia da Guiana (Guiana, Suriname e Guiana Francesa), no mesmo intervalo estratigráfico ao do campo de Jubilee. Nas porções emersas (terrestres) das bacias da Guiana, Suriname e Guiana Francesa, ocorreu as descobertas dos campos de Calcutta (1965) e Tambaredjo (1968), ambos de petróleo pesado, de 15 a 17 graus API. Juntos Calcutta e Tambaredjo conteriam um volume in situ da ordem de 1 bilhão de barris. Sobre a descoberta de Calcutta, que continua em produção, fenômeno similar ocorreu no Brasil, na porção emersa da Bacia Potiguar, em 1979, quando um poço artesiano para o suprimento de água ao Hotel Thermas, em Mossoró (RN) encontrou petróleo no aquífero Açu, o que despertou o interesse pela exploração naquela porção terrestre da bacia. É interessante observar no mapa a seguir, da CGX Energy, publicado em 11/11/2011 pela Merrion Stockbrokers o posicionamento das empresas na Guiana, no Suriname e na Guiana Francesa, entre estas a Tullow, previamente à perfuração do poço Liza-1, no Bloco Stabroek. Naquela altura, os sócios deste bloco eram a Exxon e a Shell. Continue lendo esse artigo em: /petroleoegas/semelhancas-e-analogias-entreas-bacias-das-guianas-e-margem-equatorial

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