Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 75 Apoio nal de qualificação com mais de 80 unidades testadas no Campo de Mero, reduz a necessidade de embarcações de apoio e otimiza o gerenciamento de reservatórios sob uma pegada de descarbonização. • Simulação de Condições do Pré-Sal: A instituição está focada na implantação da central de utilidades do Laboratório de Desenvolvimento da Produção (LDP). O espaço permitirá simular, em escala, as condições de pressão, temperatura e vazão idênticas às encontradas nos poços de exploração do pré-sal brasileiro, servindo como ferramenta para operadoras e prestadores de serviços técnicos. • Robótica para Inspeção Industrial: Outro desenvolvimento em curso, também estruturado em parceria com a Shell, envolve dispositivos de robótica maleável (“robôs moles”). O objetivo é viabilizar a inspeção técnica de estruturas em locais de difícil acesso, tanto em plataformas aéreas (topside) quanto submarinas (subsea), mitigando os riscos operacionais do trabalho em altura. • Participação Setorial: O segmento de óleo e gás consolidou-se como um dos pilares de atuação do Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA), sendo responsável direto por 25% (um quarto) do total de projetos executados pela instituição, cuja infraestrutura atende a múltiplos segmentos da indústria nacional. Origem acelera projeto de estocagem subterrânea de gás A estocagem subterrânea de gás natural finalmente começa a sair do discurso e ganhar forma concreta no Brasil. O projeto desenvolvido pela Origem Energia, em Alagoas, deve entrar em operação no segundo semestre deste ano e promete inaugurar uma nova etapa para o mercado brasileiro de gás, em um momento de expansão das renováveis, aumento da complexidade operacional do sistema e busca crescente por flexibilidade e segurança energética. O tema dominou o painel “Estocagem de gás natural”, realizado durante a Bahia Oil & Gas Energy (Boge), que acontece no Centro de Convenções Salvador. O debate reuniu representantes da Origem Energia, Petrobras, Eneva, TAG e GBS. Apesar das diferentes visões de mercado, houve convergência em um ponto: o Brasil não conseguirá desenvolver plenamente um mercado de gás líquido, flexível e competitivo sem avançar em soluções de armazenamento. Para entender o que o Brasil está prestes a conquistar, basta olhar para o mundo. A atividade de estocagem subterrânea de gás natural existe há mais de um século. A primeira operação data de 1915, no Canadá, seguida pelos Estados Unidos em 1916. Hoje, são mais de 600 unidades em funcionamento em 30 países. Anderson Bastos, diretor de Armazenamento Subterrâneo de Gás da Origem Energia, sintetizou essa trajetória em quatro grandes lições que o Brasil está prestes a aprender na prática. A primeira é a eficiência operacional: a estocagem nasceu para resolver o problema do consumo sazonal de gás, reduzindo a capacidade ociosa
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