e-revista Brasil Energia 504

Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 29 rança operacional e na adaptação a ambientes cada vez mais complexos para prospectar e produzir petróleo e gás. Inteligência artificial, robótica, monitoramento remoto, gêmeos digitais e sistemas inteligentes de inspeção despontam entre as tecnologias mais promissoras para, entre outros objetivos, reduzir a exposição de trabalhadores a ambientes de risco, elevar a eficiência energética e prolongar a vida útil dos ativos. Na Constellation, um dos principais projetos é o Digital Twin Vessel (DTV), desenvolvido em parceria com a USP e uma petroleira cujo nome não foi revelado. O sistema cria um gêmeo digital de um navio-sonda capaz de simular diferentes cenários operacionais para reduzir o consumo de combustível e as emissões de gases de efeito estufa. Segundo a empresa, trata-se do primeiro gêmeo digital do país para simulação integrada da produção, geração e confiabilidade dos sistemas de bordo. A companhia também desenvolveu soluções para reduzir o consumo de energia em sistemas hidráulicos das sondas, além de um projeto, em cooperação com a PUC-Rio, que utiliza nanopartículas de água no combustível para aumentar a eficiência da combustão. Outra frente de atuação é a operação remota de equipamentos offshore. No mês passado, a empresa iniciou um projeto-piloto para controlar ROVs (veículos subaquáticos) a partir de terra, reduzindo a exposição de pessoas aos riscos a bordo. “Os principais desafios são utilizar a automação e novas tecnologias para reduzir a necessidade de tomada de decisão humana em processos e a exposição das pessoas a áreas de riscos, descarbonizar as operações e melhorar as interfaces durante as operações, para garantir mais rapidez e padronização de serviços de terceiros”, comenta o diretor comercial e de inovação da Constellation, Thiago Schimmelpfennig. Outra gigante do setor de perfuração, a Foresea também aposta na automação das operações. Em parceria com a HMH, implantou no navio-sonda Norbe IX um sistema de perfuração totalmente automatizado, tornando-se a primeira companhia de drilling offshore a realizar esse tipo de operação nas Américas. Outro destaque é o desenvolvimento do chamado BOP (blowout preventer) ancorado, tecnologia que amplia a atuação de navios-sonda de posicionamento dinâQuem é fonte nesta matéria THIAGO SCHIMMELPFENNIG, diretor comercial e de inovação da Constellation CRISTIANO XAVIER, gerente-executivo de inovação da Foresea LUIZ MELLO, gerente-geral executivo da Radix LEONARDO MONTALVÃO, CEO da Geowellex

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