Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 33 senvolver outras tecnologias, abrindo avenidas para mais adensamento, encadeamento e complexidade tecnológica do parque industrial brasileiro. Assim, o setor de exploração de petróleo pode contribuir para a reversão do processo de desindustrialização da economia brasileira. Tudo isso implica aumento da renda e, portanto, do IDH do Brasil. Segundo dados da ANP, o desenvolvimento das duas tecnologias e a construção da infraestrutura de fabricação dos protótipos e das primeiras unidades recebeu mais de R$ 476 milhões de recursos provenientes das petrolíferas envolvidas no projeto, por intermédio da aplicação da cláusula de PD&I. Estes casos ilustram o modelo mais eficaz para desenvolver inovações: a interação entre empresas, com contribuição do setor acadêmico, para realizar o processo de destruição criativa que promove o crescimento econômico e, portanto, contribui para aumentar o IDH do país. As inovações aqui descritas ainda estão iniciando seu processo de disseminação do uso e apropriação de valor econômico. E, claro, o efeito positivo sobre o IDH pode ser maximizado com mais ações na direção de fabricação local e exportação de bens e serviços de alto valor agregado. Num contexto em que o mundo passa a destacar a importância da política industrial e da sofisticação tecnológica, e que o Brasil mostra IDH crescente, são casos que trazem um bocado de esperanças e expectativas positivas para o país. O FlatFish, projeto em desenvolvimento no Senai Cimatec da Bahia, junto com o OD OBN, são exemplos de tecnologia de exportação Foto: Divulgação Saipem
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