Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 39 res explicativos da dinâmica esperada, mas não o resultado em si para o financiamento no setor. Por um lado, podemos retomar o ponto de passagem do curto para o médio prazo da política de Trump. Isso porque a tendência é que com a estabilização da taxa de juros dos EUA e da inflação em patamares mais elevados, um chamado equilíbrio ruim, as possibilidades de ganhos em juros nos EUA sobem, o que deve apreciar o dólar global que devolveria ao menos parte das perdas de 2025. Esse quadro tende a ser ainda mais altista com o choque do petróleo e no mercado de crédito privado. Como dito, esse movimento tenderia a derrubar o preço do petróleo, algo que não acontecerá já que os efeitos macro foram neutralizados pela guerra do Irã. Inclusive argumentava-se que esse quadro poderia mudar se a dinâmica do mercado mais que compensasse o efeito dólar, ou seja, agisse para a alta dos preços que a longo prazo poderia permitir o aumento de receitas das empresas do setor, o que mitigaria os riscos de crédito para os bancos. De alguma forma, a dinâmica do mercado acabou atuando para uma substancial alta no preço do petróleo, mas de uma via que não favorece o crédito bancário ao setor de óleo e gás que já convive com alto endividamento das empresas e bancos comedidos na oferta de crédito. Isso porque a alta em curso é fruto de um choque geopolítico e não de uma mudança favorável de fundamentos. Imagem gerada com IA A alta em curso é fruto de um choque geopolítico e não de uma mudança favorável de fundamentos
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