e-revista Brasil Energia 504

Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 41 talEnergies, CNPC, CNOOC e a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), que representa a União no Contrato de Partilha de Produção de Libra e na área adjacente do campo. O projeto Power Grid irá atender às demandas do consórcio, estabelecendo uma base técnica para a avaliação de novos modelos de operação elétrica integrada em ambientes offshore de alta complexidade. O principal objetivo é fornecer uma ampla avaliação da viabilidade técnica e operacional de um sistema elétrico offshore interligado, capaz de permitir o compartilhamento de energia entre até cinco plataformas de produção de óleo e gás do tipo FPSO, com otimização da geração instalada, possibilidade de ampliação da demanda com adição de novos equipamentos e a redução do consumo de combustíveis fósseis nas operações marítimas. Atualmente, as plataformas offshore operam de forma elétrica isolada, com geração própria baseada principalmente em turbinas a gás. Os estudos do Power Grid irão analisar como a interligação por cabos submarinos pode permitir o aproveitamento mais eficiente da energia disponível entre as cinco unidades, aumentando a confiabilidade do sistema elétrico, reduzindo custos operacionais e criando condições para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa. “A interconexão entre plataformas de produção Offshore (FPSO) com fontes de energias renováveis, como eólicas e hidroelétricas, é uma tendência mundial para reduzir as emissões da indústria de óleo e gás. O Cepel, com sua experiência no desenvolvimento e na operação do Sistema Elétrico Interligado Nacional, consegue acelerar a adoção desta inovação no contexto marítimo, fortalecendo a engenharia nacional e ampliando a competitividade do setor de óleo e gás brasileiro”, destaca Alexandre Orth, diretor-geral do Cepel. Escopo técnico e etapas do projeto De acordo om o Cepel, o projeto Power Grid contempla um conjunto abrangente de estudos, que serão desenvolvidos ao longo do contrato, incluindo: • Definição de cenários e topologias de interligação, avaliando diferentes arranjos entre as cinco plataformas do campo de Mero; • Estudos elétricos completos, como fluxo de potência, curto-circuito, estabilidade eletromecânica e transitórios eletromagnéticos, além da análise de confiabilidade e da filosofia de proteção do sistema; • Especificação e dimensionamento de equipamentos, incluindo cabos submarinos e sistemas de conexão, considerando longas distâncias e condições severas de operação no ambiente marítimo; • Estudos de emissões de gases de efeito estufa, comparando a operação isolada atual com cenários de operação interligada e otimizada; Quem é fonte nesta matéria ALEXANDRE ORTH, diretor-geral do Cepel VINÍCIUS MACHADO, Gerente de Aplicações do Consórcio de Libra

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