Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 63 A energização simbólica do Projeto Piraquê em julho, um grande complexo de transmissão de energia elétrica formado por oito linhas e oito subestações (SEs), das quais duas novas e seis ampliadas, ligando o Norte de Minas Gerais ao Espírito Santo, vai reduzir parte dos gargalos de transmissão da geração solar daquela região mineira, com expectativa de redução expressiva do curtailment na área, alcançando ainda parte da Bahia. Segundo Dayron Urrego, diretor-executivo de Projetos da Isa Energia, o Piraquê já está conectando ao SIN 2 mil MW de geração da área e tem capacidade para integrar ao sistema até 6 mil MW quando todos os projetos de geração solar em desenvolvimento na região estiverem prontos. Hoje, o Norte de Minas, que concentra um dos principais polos de geração solar do país, possui um parque fotovoltaico centralizado de aproximadamente 4 mil MW, o que significa que aproximadamente a metade desse parque está integrada ao novo arranjo de transmissão. Urrego esclarece que isso não significa a redução do curtailment na região em 2 mil MW, mas sim a eliminação dos cortes por razões de transmissão no percentual que acontecia nessa geração agora atendida pelo projeto. “Não resolve cem por cento os cortes, são necessárias outras alternativas”, ressalta o executivo da empresa de capital colombiano. Urrego cita entre essas alternativas mais a curto prazo a instalação de compensadores síncronos, que fornecem maior estabilidade ao sistema via controle de tensão e inércia, e, já em preparativos de um primeiro leilão, a instalação de parques de baterias. “Mas nada se faz sem linhas de transmissão”, destaca. Projeto Piraquê, com cerca de 1.000 km de linhas entre MG e ES, já está conectando ao SIN 2 mil MW de geração solar e tem capacidade para integrar ao sistema até 6 mil MW
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