e-revista Brasil Energia 505

Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 71 A Amazônia Legal tem a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do mundo, fatores que influenciam na logística e na prestação de serviços essenciais. Para o setor elétrico, essa configuração representa um desafio operacional e faz com que as concessionárias não se restrinjam aos modelos tradicionais de distribuição. Dois especialistas no tema, ouvidos pela Brasil Energia, explicam as estratégias para superar as barreiras físicas. Joe Louis Tavares Morra, superintendente corporativo de Operação do Grupo Equatorial, detalha as iniciativas aplicadas nos estados do Pará e do Amapá, ambos integralmente na Amazônia Legal, e no Maranhão, onde 181 dos 217 municípios integram a região. Já o presidente da Âmbar Energia na área de distribuição, João Pilla, explica como a concessionária amazonense tem atuado de forma preditiva no maior estado brasileiro. A companhia também controla a distribuição no estado de Roraima. Pilla lembra que o principal entrave regional é o tempo de deslocamento, uma vez que o isolamento geográfico resulta em redes compostas por extensos alimentadores radiais cortando a floresta. Com a falta de circuitos redundantes, uma falha simples pode comprometer o fornecimento de grandes áreas, elevando drasticamente a Duração Equivalente por Unidade Consumidora (DEC). Com isso, a solução encontrada pelas distribuidoras foi reduzir a necessidade de ir a campo por meio da automação da rede. Já Morra destaca que a Equatorial, como grupo, tem intensificado o uso de inteligência operacional para aprimorar a Esta série editorial, produzida pela Brasil Energia, conta com o apoio de Âmbar Energia e Eneva Gestão avançada: Grupo Equatorial estruturou Centro de Operação Corporativo que promove a integração direta entre os centros operacionais locais dos estados

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=