e-revista Brasil Energia 505

Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 73 lhões citados pelo MME serão aportados pelo Governo Federal no programa Luz para Todos, entre 2026 e 2028. Os investimentos da concessionária incluem a expansão e digitalização da rede, instalação de medidores inteligentes, construção e ampliação de subestações em Manaus e municípios do interior, além de projetos de interligação elétrica para substituir a geração térmica movida a diesel. Em entrevista para a mídia regional, Pilla lembrou que 600 mil, dos 1,1 milhão de unidades consumidoras do Amazonas estão concentradas em Manaus. O executivo lembrou ainda que, dos 62 municípios do interior, apenas oito estão interligados ao SIN. A dificuldade de avanço pode ser exemplificada pela média de dois anos para construção de uma subestação. Gestão inteligente A estratégia de automação dos equipamentos em campo, encampada pelos dois grupos, gera um grande volume de dados que precisa ser processado para gerar decisões operacionais nas distribuidoras da Amazônia Legal. Para lidar com essa camada de complexidade, a Equatorial implementou tecnologias de gestão avançada. O grupo estruturou um Centro de Operação Corporativo, núcleo centralizado que compõe o monitoramento da rede em tempo real e promove a integração direta entre os centros operacionais locais dos estados. Segundo Morra, a centralização de informações operacionais e de sistemas permite decisões mais velozes e otimiza o atendimento às demandas, além de favorecer uma maior previsibilidade na gestão da rede. “A capacidade de prever o comportamento da rede aprimora o planejamento das manutenções, tornando a operação mais conectada, eficiente e preparada para as adversidades climáticas, como a alta umidade e as chuvas frequentes que assolam a região”, resume o executivo. Medição inteligente contra a natureza A Amazônia também registra um crescimento acelerado da vegetação e concentra um dos maiores índices de descargas atmosféricas do mundo. Um estudo do Inpe indica que a ocorrência de raios na região já chega a 30 milhões por ano, com 13,4 descargas elétricas por quilômetro quadrado. Isso exige que as distribuidoras mantenham as faixas de servidão limpas sem agredir o meio ambiente. No caso da Âmbar, um dos cuidados é com a estrutura dos cabos. Pilla relata que a empresa tem investido na modernização da rede de baixa tensão por meio da blindagem e do uso de cabos protegidos. Essa solução JOE LOUIS TAVARES MORRA, superintendente corporativo de Operação do Grupo Equatorial JOÃO PILLA, presidente da Âmbar Energia na área de distribuição Quem é fonte nesta matéria

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