Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 99 ra, o estado contratou a FGV Energia para desenvolver uma nova modelagem da companhia. O trabalho inclui a revisão do contrato de concessão, da regulação estadual e de pontos que não avançaram enquanto a empresa tinha acionistas privados. Estado busca reduzir custo de transporte Outra frente é a redução do custo de transporte para consumidores instalados em Sergipe. O governo apresentou à ANP uma proposta de tarifa de curta distância, conhecida como short haul. A medida permitiria a aplicação de uma tarifa diferenciada para o gás produzido e consumido no mesmo estado, em substituição ao modelo de tarifa postal atualmente utilizado no transporte. O tema está na agenda regulatória da ANP, mas ainda não foi deliberado. Paralelamente, o governo discute com a TAG e a agência a criação de uma estação de movimentação de gás no ponto de chegada do sistema de escoamento, antes da entrada do combustível na malha de transporte. A proposta é permitir que consumidores conectados diretamente a essa infraestrutura tenham custos menores. O estado avalia instalar, no entorno do ponto de chegada, um distrito industrial voltado a empresas de consumo intensivo de gás. Preço limita expansão da demanda Menezes afirmou que o preço do gás ainda é uma das principais barreiras à expansão do mercado consumidor. Sergipe distribuiu cerca de 300 mil m3/dia em dezembro de 2025 e conta com aproximadamente 63 consumidores industriais. Algumas empresas conectadas à rede da Sergas, no entanto, utilizam lenha ou outros combustíveis devido ao custo do gás. Segundo o secretário, parte dessas indústrias volta a consumir gás quando há ofertas com preços reduzidos na plataforma de balanceamento da TAG, no chamado mercado de gás de oportunidade. A redução estrutural dos preços poderia elevar o consumo das empresas que já possuem conexão, sem necessidade de novos investimentos em expansão da rede. Projetos podem elevar consumo de gás Além da demanda existente, o governo trabalha para atrair novos consumidores e viabilizar projetos com potencial de ampliar o mercado. Entre as possibilidades estão a duplicação da capacidade da Fafen, anunciada como uma alternativa em avaliação pela Petrobras, e um projeto de produção de potássio offshore que utilizaria gás no processo de secagem. O estado também avalia a atração de data centers que possam utilizar geração termelétrica para garantir o fornecimento contínuo de energia. Segundo Menezes, o governo não definiu uma meta específica de consumo, mas pretende absorver o maior volume possível da produção do Seap. Progás deve tratar gargalos do mercado O secretário também comentou a elaboração do projeto conhecido como Progás, que deverá propor mudanças para ampliar os resultados da Nova Lei do Gás. Menezes participou da organização do livro sobre os cinco anos da legislação, elaborado com a
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