Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 11 Fundação da linha Alto Paranaíba, de 1.600 km entre Minas Gerais e São Paulo, concluída com 21 meses de antecipação Rede deverá ganhar quase 29 mil km até 2035, com novos corredores e recursos para ampliar o escoamento de renováveis e a segurança do sistema | POR MARCELO FURTADO | A expansão da geração eólica e solar está levando o sistema de transmissão brasileiro a um novo ciclo de investimentos. Além de conectar novos empreendimentos, o planejamento concentra esforços no reforço das interligações entre regiões, sobretudo para ampliar a capacidade de escoamento dos excedentes produzidos no Nordeste em direção aos grandes centros consumidores do Sudeste e Sul. Na configuração de referência adotada pelo Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035, o sistema somava 191,35 mil km de linhas de transmissão, nos níveis de tensão de 230 kV a 800 kV, e 500,3 mil MVA de capacidade nominal de transformação. Desde então, novos empreendimentos entraram em operação. Para 2035, a projeção da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) chega a 220,13 mil km e 589,33 mil MVA, aumentos de aproximadamente 15% e 18%, respectivamente.
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