e-revista Brasil Energia 506

Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 25 A cadeia de equipamentos para transmissão enfrenta uma disputa global por capacidade industrial. A ampliação das redes para integrar fontes renováveis, a modernização de sistemas envelhecidos e o aumento do consumo, inclusive por data centers, multiplicam encomendas em diversos países. No Brasil, para suportar esse movimento, fabricantes ampliam plantas industriais, fecham contratos de longo prazo e recomendam antecipar as compras. A avaliação das empresas do setor é de que existe capacidade para atender ao ciclo brasileiro de investimentos, mas o mercado já não opera com a folga existente há cinco ou dez anos. Os prazos aumentaram, determinadas matérias-primas e componentes sofrem pressão e a antecedência na contratação tornou-se decisiva para evitar que a expansão do setor elétrico esbarre na disponibilidade de equipamentos. Para o diretor de vendas e marketing da Hitachi Energy, Fábio Nugnezi, o cenário indica que a transmissão brasileira continuará acompanhando a expansão da demanda por eletricidade. Depois de um período puxado pela incorporação da geração eólica e solar, ganham importância novos vetores, como data centers e a eletrificação dos transportes, e a perspectiva é de continuidade dos grandes leilões anuais. O fenômeno é global. Segundo Nugnezi, a eletrificação e os novos grandes consumidores ampliam a procura por equipamentos e já provocam estresse nas cadeias produtivas, sobretudo nos itens dependentes de fornecimento internacional. A resposta passa pela antecipação das decisões. “A palavra de ordem é planejamento”, resume. A Hitachi Energy está respondendo ao aumento da demanda com a expansão de sua capacidade industrial no país. A companhia anunciou em 2024 investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão para ampliar a fábrica de transformadores de Compensador síncrono da WEG: empresa estima que somente a compensação síncrona possa movimentar até R$ 3 bilhões/ano no Brasil nos próximos cinco anos

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