e-revista Brasil Energia 506

Brasil Energia, nº 506, 02 de setembro de 2026 53 A energia solar começa a redesenhar o mapa da transição energética na Amazônia Legal, mas por caminhos distintos. Enquanto a geração distribuída (GD) já reúne mais de 691 mil sistemas fotovoltaicos e 8,48 GW de potência instalada, espalhando-se pelos nove estados da região e dando acesso à energia em comunidades remotas, a geração centralizada (GC) ainda avança de forma seletiva, lenta e concentrada em poucos polos, na transição entre Amazônia e Cerrado. Dados da Aneel, atualizados até 31 de julho, mostram que esses estados somam 691.061 sistemas de GD solar, responsáveis pelo atendimento de 874.235 unidades consumidoras. O desempenho da GD contrasta com o da GC. Enquanto os grandes parques solares enfrentam limitações relacionadas à transmissão e à distribuição, a GD avança de forma pulverizada, permitindo que consumidores residenciais, comerciais, rurais, industriais e públicos produzam sua própria eletricidade. O principal destaque é Mato Grosso, que concentra 239.171 sistemas, 3,15 GW de potência instalada e 300.847 unidades consumidoras. O estado responde sozinho por cerca de 35% dos sistemas da Amazônia Legal. Na sequência aparecem Pará, com 162.823 sistemas e 1,68 GW; e Maranhão, com 91.668 sistemas e 1,05 GW; e Tocantins, com 65.914 sistemas e 746,2 MW. Juntos, os quatro estados somam quase 80% da capacidade de geração distribuída da Amazônia Legal. A concentração está associada à presença de mercados consumidores maiores, à expansão do agronegócio e à maior integração ao SIN. Nos estados mais ao norte, os mercados são menores: Rondônia possui 778,2 MW; Amazonas, 327,2 MW; Acre, 196,8 MW; Amapá, 225,3 MW; e Roraima, 121,3 MW. Na avaliação da diretora da Absolar no Amazonas, Helane Souza, a região exploFoto: Divulgação/Inpasa Esta série editorial, produzida pela Brasil Energia, conta com o apoio de Âmbar Energia e Eneva

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