Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 35 como Sergipe (R$ 8,67 bilhões), Espírito Santo (R$ 3,04 bilhões) e São Paulo (R$ 1,28 bilhão). Diferenciais técnicos e logísticos O protagonismo do Rio de Janeiro no aproveitamento de oportunidades se deve à dimensão do parque industrial fluminense. De acordo com a 7ª edição do Panorama Naval no Rio de Janeiro, publicada em agosto pela Firjan, o estado concentra 82% de todas as plataformas marítimas em operação no Brasil, ou seja, 63 das 77 unidades existentes no país. Além disso, abriga 49% dos estaleiros de grande porte nacionais (24 dos 49 estaleiros nacionais de grande porte, sendo 19 localizados no entorno da Baía de Guanabara). “É muito mais fácil você trazer os equipamentos para o litoral fluminense do que levar daqui para outro país ou para outro estado. E o Rio de Janeiro mantém perto de 50% da capacidade instalada de processamento de aço em estaleiros no país”, analisa Karine Fragoso, Gerente Geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan. Na prática, instalações navais tradicionais e áreas portuárias fluminenses já reestruturam suas operações para atender à nova demanda. É o caso do Estaleiro Enavi, localizado na Baía de Guanabara, que detém especialização em manutenção e reparos, além de disponibilizar áreas de cais para serviços de desmobilização. Outro exemplo é o Porto do Açu, no Norte Fluminense, que atua na recepção, acostamento e descontaminação prévia de unidades, como foi feito no descomissionamento da P-33. Somam- -se a isso novas frentes e projetos conceituais de maior escala, como o Estaleiro Eisa e a infraestrutura projetada para o Terminal Portuário Barra do Furado. P-33 no Porto do Açu: complexo portuário atua na recepção, acostamento e descontaminação prévia de unidades
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