e-revista Brasil Energia 507

64 Brasil Energia, nº 507, 21 de setembro de 2026 As Lideranças Empresariais Rodrigo Sauaia, Absolar vimento Energético (CDE) e, com isso, a conta de luz de todos os brasileiros — mesmo os que não tiverem sistema próprio instalado — além de gerar empregos em regiões remotas e reduzir emissões. Segundo ele, o programa dispensaria subsídios adicionais, já que a economia com combustíveis fósseis e logística compensaria o investimento. Veja os principais destaques da entrevista: Solar já é a segunda maior fonte da matriz elétrica Com 28% de participação, atrás apenas das hidrelétricas, a fonte solar fotovoltaica é hoje, segundo Sauaia, a de menor custo médio de geração do país, o que a torna atrativa tanto para grandes usinas quanto para consumidores eletrointensivos. Expansão solar pode gerar R$ 59,4 bilhões sem subsídios A meta de adicionar 18 GW em grandes usinas até 2030 seria viabilizada sem custo adicional para a sociedade, aproveitando o baixo custo da fonte para atrair investimentos e consumo de data centers, indústrias e hidrogênio verde. Baterias poderiam reduzir desperdício e custo ao consumidor — Sauaia defende que sistemas de armazenamento ajudem a aproveitar energia solar hoje cortada por curtailment, reduzindo o despacho de térmicas mais caras e, com isso, os custos repassados aos consumidores. Tributação sobre baterias chega a 84% e trava o setor A associação aponta que as baterias têm hoje a maior carga tributária do setor elétrico, mais que o dobro da média das fontes renováveis, e defende equiparar essa tributação para destravar investimentos. Sol para Todos poderia reduzir a conta de luz Ao levar sistemas fotovoltaicos com bateria a 3 milhões de unidades consumidoras, incluindo 500 mil isoladas, o programa reduziria a CDE, e a troca do diesel por esses sistemas híbridos reduziria custos, ruído e emissões, além de gerar empregos locais. Descasamento entre geração e transmissão ainda é gargalo Sauaia destaca que uma usina solar entra em operação em cerca de 2 a 2,5 anos, enquanto uma linha de transmissão leva de 4 a 7 anos. Entre as soluções para o descompasso, defende antecipar o cronograma de obras de transmissão, com maior articulação entre setor privado, governo federal e estados para agilizar o licenciamento ambiental, e aproximar os centros de consumo dos polos de geração. Assista a entrevista na íntegra aqui:

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