e-revista Brasil Energia 508

Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 29 da pelo setor privado no Brasil. A UPGN Caburé, operada pela Alvopetro, possui capacidade nominal de processamento de 500 mil m3/dia. “A gente tem hoje um mercado muito mais dinâmico no Nordeste, inclusive com uma evolução para outros estados. Temos, por exemplo, a Origem que vende gás para a Vale no Espírito Santo. Essa evolução transcende o Nordeste. A Eneva chegou ao Amazonas, tem térmica em Roraima. Então há uma série de mudanças que acontecem pela primeira vez no Brasil (para as independentes). O Nordeste é o coração disso, mas está se espalhando por outras regiões também”, afirma Félix. Para o executivo, o aproveitamento alto do gás produzido na região - com campos de baixo teor de CO2 - pode aumentar a atratividade, em especial, com a abertura do mercado desde 2021. De acordo com dados da ANP, em agosto de 2026, a soma da reinjeção de gás nas bacias localizadas no Nordeste foi de 286,12 mil m3/dia, cerca de 0,02% da produção total. PetroRecôncavo aposta em eficiência, infraestrutura e diversificação comercial Pioneira com quase três décadas de atuação, a PetroRecôncavo é exemplo de como as produtoras independentes procuram ampliar o aproveitamento do gás natural no Nordeste por meio de investimentos em infraestrutura e de uma estratégia comercial mais flexível. Em setembro de 2026, a companhia produziu aproximadamente 1,5 milhão de m3 de gás por dia, volume equivalente a cerca de 40% de sua produção total. Desse montante, apro-

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