64 Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 Especial ROG.e 2026 A indústria brasileira de bens e serviços de óleo e gás ampliou substancialmente sua inserção regional, saltando de um patamar quase nulo em 2019 para um acumulado de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) em exportações para a Guiana, com foco em árvores de natal molhadas e tubos de revestimento de poços. A avaliação é de Telmo Ghiorzi, presidente-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo (Abespetro). Em entrevista à Brasil Energia durante a ROG.e, o dirigente assegurou que o parque fabril instalado no Brasil tem capacidade suficiente para atender ao mercado doméstico e suprir demandas externas crescentes na Guiana, no Suriname e em novas fronteiras internacionais. Ghiorzi enfatizou ainda a necessidade urgente de estruturação de acordos bilaterais pelo Governo, a criação de um marco legal único para destravar o mercado de descomissionamento no país e uma revisão conceitual das resoluções da ANP para a cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Principais destaques da entrevista: Exportações para a Guiana Desde 2019, o fornecimento de bens industriais brasileiros para projetos na Guiana cresceu de forma expressiva, somando US$ 1,8 bilhão. Cerca de 70% desse total corresponde a equipamentos submarinos críticos, como árvores de natal molhadas (ANMs) e tubos de revestimento. Capacidade do parque fabril O polo fabril brasileiro — concentrado majoritariamente nas regiões Sudeste e Sul — dispõe de capacidade produtiva para absorver o aumento da demanda interna e externa (incluindo futuros projetos no Suriname e na Namíbia), sem necessidade imediata de novos aportes em expansão de fábricas. Logística no Norte O avanço de eventuais descobertas na Margem Equatorial demandará a instalação rápida de bases logísticas de apoio offshore e reparo no Pará e no Amapá. Contudo, a descentralização de complexos industriais fabris do Sudeste para a Região Norte demandará um horizonte mais longo, dependente de declarações de comercialidade e estudos de viabilidade após 2030. Exportações para a Guiana e marco do descomissionamento Telmo Ghiorzi analisa a capacidade fabril nacional diante da Margem Equatorial, cobra acordos comerciais bilaterais e aponta entraves regulatórios em P&D e no desmantelamento de ativos offshore ASSISTA a vídeo-entrevista
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