66 Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 Especial ROG.e 2026 a fase inicial com injeção de 800 mil m3/dia e capacidade de estocagem de 50 milhões de m3. O executivo detalhou a projeção de investimentos futuros da ordem de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) para expandir o ativo até 2032 e defendeu a estocagem subterrânea como o lastro físico indispensável para conferir liquidez, mitigar a intermitência de fontes renováveis e destravar a abertura do mercado livre de gás no país. Veja os principais destaques da entrevista: Arcabouço regulatório Diante da ausência de uma regulação infralegal genérica consolidada para estocagem subterrânea de gás no país, a ANP construiu uma minuta de autorização específica para o Campo de Pilar. O ato fixou as regras de operação do ativo e a exigência de segregação física e de fluxo de massa entre as atividades de E&P e as de armazenamento. Licenciamento ambiental A infraestrutura física da primeira fase está pronta, restrita à inspeção, manutenção e adequação de poços, linhas e compressores preexistentes. Aprovada a licença prévia em 2025, a empresa projeta a emissão da licença de instalação e a obtenção da licença de operação para dar a partida operacional ainda em 2026. Fases e escala de capacidade Fase 1 (piloto/mercado inicial): Aporte de US$ 20 milhões, com capacidade de injeção de 800 mil m3/dia, retirada de 500 mil m3/dia e armazenagem de 50 milhões de m3. Fase 2 (expansão 2030–2032): Aporte previsto de US$ 200 milhões em novas instalações de compressão e incorporação de reservatórios adicionais, ampliando as capacidades para 4 milhões de m3/dia (injeção), 2,5 milhões de m3/dia (retirada) e 250 milhões de m3 (volume estocado). A formação geológica de Pilar, com cerca de 500 zonas reservatórias fragmentadas, favorece o escalonamento modular. Lastro a comercialização Bastos traçou um paralelo com a evolução do setor nos Estados Unidos e na Europa, enfatizando que mercados competitivos exigem garantias físicas de entrega. No cenário brasileiro, a estocagem assume o papel anteriormente exercido pela Petrobras, assegurando lastro aos novos comercializadores e evitando desbalanceamentos de rede. Integração com termelétricas O ativo fornecerá suporte de despacho rápido para usinas térmicas de flexibilidade — incluindo projetos de leilão de reserva de capacidade (LRCAP) vencidos pela própria Origem Energia —, amortecendo as flutuações e a intermitência decorrentes da maior inserção de parques eólicos e solares no Sistema Interligado Nacional (SIN).
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