e-revista Brasil Energia 508

78 Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 Especial ROG.e 2026 A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) opera atualmente com cerca de 16 milhões de m3/dia — metade da capacidade nominal de 30 milhões de m3/ dia do Gasbol —, movimentando aproximadamente 8 milhões de m3/dia importados da Bolívia e volume equivalente recebido da malha da NTS em Paulínia (SP). Diante das projeções de exaustão gradual das reservas bolivianas até o fim da década, a companhia prepara adaptações físicas e operacionais em seus dutos para diversificar as fontes de suprimento da malha. Em entrevista à Brasil Energia durante a ROG.e, o diretor-presidente da TBG, Jorge Hijjar, destacou o projeto de livre alocação que remanejará estações de compressão do trecho norte para o sul, viabilizando a inversão de fluxo a partir do terminal de GNL de Garuva (SC) rumo a São Paulo e Mato Grosso do Sul. O executivo analisou as rotas e custos para viabilizar o gás argentino de Vaca Muerta no mercado brasileiro e cobrou da ANP a dissociação da revisão tarifária da TBG em relação às disputas regulatórias de NTS e TAG, alertando para o esgotamento da conta regulatória e a defasagem na remuneração dos ativos da transportadora. Ociosidade da malha Projetado para 30 milhões de m3/dia, o Gasbol transporta cerca de 16 milhões de m3/dia, dos quais apenas 8 milhões de m3/dia têm origem na Bolívia. Com a priorização do consumo doméstico boliviano e a falta de novos investimentos locais, projeções de inteligência de mercado indicam o risco de a oferta boliviana para o Brasil chegar próxima de zero até 2030. Inversão de fluxo e GNL em SC Para garantir o atendimento a térmicas vencedoras dos leilões de reserva de capacidade (LRCAP) e flexibilizar o sistema, a TBG se prepara para receber até 15 milhões de m3/dia de GNL regaseificado pelo Terminal Gás Sul (TGS) em Garuva (SC). Por meio do remanejamento de duas estações de compressão para o sul (projeto de livre alocação), o gás importado poderá subir em fluxo invertido até São Paulo e alcançar Mato Grosso do Sul (até 9 milhões de m3/dia). Interconexão em Paulínia O ponto de recebimento de gás nacional da NTS opera atualmente com cerca de 13 milhões de m3/dia. Obras de ampliação da primeira fase elevarão a capacidade a 15 milhões de m3/dia, havendo potencial físico para atingir 25 milhões de m3/dia, dependente de reforços adicionais na malha da NTS em análise na ANP. Rotas de importação de Vaca Muerta Hijjar avaliou as alternativas para o gás não convencional da Argentina: TBG cobra revisão tarifária e prepara inversão do Gasbol Jorge Hijjar alerta para o declínio da produção boliviana, detalha a chegada de GNL por Santa Catarina, as rotas do gás argentino e a urgência de destravar as tarifas na ANP ASSISTA a vídeo-entrevista

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