Brasil Energia, nº 508, 30 de outubro de 2026 93 so, 710 instalações aproveitavam o calor residual da incineração. O mercado japonês passa por um processo de consolidação e modernização. No último levantamento, o número de incineradores caiu 1,3%, enquanto a potência elétrica instalada aumentou 2,6%. O movimento ocorre em um cenário de redução da geração de resíduos urbanos, que diminuiu 2,2% no período. Novos mercados A busca por novos mercados pelos competidores chineses é comprovada pela Agência Internacional de Energia (IEA), que identificou empresas da China em 43 projetos WTE em 13 países até meados de 2025, sendo 16 lançados no primeiro semestre. O número inclui projetos ainda não concluídos. Em Palembang, na Indonésia, a chinesa Zheneng Jinjiang desenvolve projeto de 20 MW e tratamento de mil toneladas diárias, orçado em US$ 300 milhões. Segundo a IEA, a concessão de 30 anos combina pagamento municipal de até US$ 33 por tonelada, compra de energia a US$ 0,1335/kWh e seguro de crédito da chinesa Sinosure. O Uzbequistão anunciou duas plantas com empresas chinesas, em Samarkand e Andijan, cada uma para 1.500 toneladas diárias e 240 GWh anuais, com compra de energia garantida por 30 anos. A Ecoprog também aponta projetos nas Filipinas e na Tailândia, além de oportunidades no Oriente Médio. A presença chinesa em novos mercados se dá inclusive no primeiro projeto do Brasil de usina de recuperação energética, em fase final de implantação em Barueri (SP), cuja partida está prometida para o primeiro semestre de 2027. Empreendimento da Orizon, com 20 MW de potência e capacidade para processar 870 toneladas diárias de resíduos, a URE Barueri tem o EPC da parte da incineração da planta sob responsabilidade da chinesa Powerchina, com fornecimento de sistemas e equipamentos de várias empresas do país. n Desenho conceitual da usina de Fukushima, no Japão: com quase 1000 incineradores, dos quais 415 gerando eletricidade, mercado japonês passa por modernização Foto: Divulgação/MHIEC
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